quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Saúde e segurança são as duas áreas mais atingidas pelo corte de recursos de Sartori

Como já havíamos alertado no começo do mês as áreas de saúde e segurança pública acabaram sendo as mais afetadas, até agora, pelo decreto do governo José Ivo Sartori (PMDB), que prevê a retenção de despesas e a consequente suspensão do pagamento de dívidas.

Na saúde os principais prejudicados são as cidades do interior que necessitam de repasses do governo estadual para o pagamento de exames e para os hospitais filantrópicos. Sobraram do governo anterior cerca de R$ 208 milhões que deveriam ser repassados aos municípios. Desse valor, depois que o governador foi pressionado pela Famurs, serão pagos R$ 45 milhões sem previsão de quando quitará o restante dos valores.

Além disso os secretário da Saúde João Gabbardo (PMDB) irá propor uma renegociação para a redução dos valores que haviam sido previstos para serem repassados para os hospitais filantrópicos. O valor, para 2015, seria de R$ 1,5 bilhão. Com a redução dos valores, com certeza, haverá redução dos serviços prestados à população que utiliza do SUS. 

Na segurança pública a situação é igualmente preocupante. Com a redução de 40% de horas extras para a Brigada Militar, somado com o reforço dos contingentes no litoral, já há redução do efetivo destinado ao policiamento. No Território da Paz do Morro Santa Tereza, em Porto Alegre, trabalhavam, até o final do ano, 10 policiais, com três viaturas e 2 motocicletas. Agora são apenas 2 policiais e uma motocicleta.

Os bombeiros também foram atingidos. Com a redução das horas extras, e a impossibilidade, estabelecida pelo decreto do governador Sartori, de contratar os 400 aprovados no último concurso, o comandante do Corpo de Bombeiros do estado, Cel. Evilton Pereira Diaz, admite a possibilidade de fechamento de quartéis. Cidades como Santa Cruz do Sul, Rio Grande, Pelotas e algumas da Região Metropolitana poderão ser atingidas.

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