segunda-feira, 20 de abril de 2015

Cuba realiza eleições no último domingo. Mas Cuba não era uma ditadura?

Fonte: Cubahora

O senso comum burro considera Cuba uma ditadura. Mas será que é verdade? Uma coisa que é escondida de todas as pessoas, não sai no Jornal Nacional, é que em Cuba há eleições sim, e a cada 2 anos e meio. 

É o que aconteceu nesse domingo, 19. O processo é também muito mais diverso sob o ponto de vista de representação das mulheres, jovens e negros. Se compararmos com as eleições municipais brasileira a diferença é assustadora. Em Cuba, nesse domingo, 35,84% dos candidatos eram mulheres; no Brasil em 2012, só 12% eram mulheres. Em Cuba 18,89% eram jovens; no Brasil só 2,4% dos candidatos eram jovens.

O processo


Desde às 7 da manhã abriram as portas de todos os colégios eleitorais de Cuba para que os mais de 8 milhões de cubanos possam participar da escolha dos representantes para as assembleias municipais e seus presidentes e vice presidentes.

Segundo a Lei Eleitoral cubana há dois tipos de eleições. As gerais, a cada 5 anos, que escolhem os deputados da Assembleia Nacional, seu presidente, vice presidente e secretariado; e as eleições parciais (que seriam as municipais no Brasil), a cada 2 anos e meio, para a escolha dos representantes locais.

Em Cuba não há voto partidário, qualquer cidadão é eleitor e pode ser candidato. A campanha é individual e se vota diretamente em um candidato. Podem votar qualquer cubano com mais de 16 anos.

Neste ano serão 63.400 novos eleitores, que votarão pela primeira vez. Ao todo são 27.376 candidatos em 12.589 distritos eleitorais as chamadas "circunscripciones", em todo o país. Desse total 35,84% são mulheres (9.815 candidatas), 19,89% são jovens (5.448), 42,59% são negros ou mestiços (11.663).

A votação encerrou às 18 horas e o escrutíneo dos votos começou logo em seguida.

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