Abandonar Cunha é ‘covardia’, diz deputado do DEM

Publicado originalmente em Congresso em Foco

Um usuário de Facebook, sem qualquer pretensão na política, faz um comentário em sua página pessoal dizendo que deputados da oposição “desabraçaram” o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Apesar de o objetivo ser levantar polêmica entre os amigos da rede social, a crítica foi suficiente para incomodar o deputado Alberto Fraga (DEM-DF). O parlamentar respondeu à postagem do autor e sentenciou: quem deixa a base de apoio de Cunha é “covarde”.

“Você está enganado. Não deve me conhecer. Não abandono o barco, isso quem faz são os covardes”, disse o deputado.

Fraga, que é tenente-coronel reformado e um dos principais articuladores da bancada da bala no Congresso, posicionou-se contra o líder de seu partido na Câmara, Mendonça Filho (PE). Líderes de DEM, PSDB, PSB, PPS e SD na Casa publicaram nota pedindo o afastamento do peemedebista depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter confirmado que o Ministério Público da Suíça enviou documentos a Brasília, na última semana, em que Cunha e seus familiares são apontados como beneficiários finais de contas naquele país.

Segundo Fraga, a nota foi divulgada precipitadamente, já que o assunto não foi discutido com a bancada do DEM. “Ele (Mendonça Filho) não deveria ter feito essa nota, como foi feita. Esse é o pensamento do Mendonça Filho, não é o pensamento do Democratas. Aquilo foi uma cagada”, fustigou o parlamentar, desculpando-se em seguida pelo uso do termo chulo.

Quanto às denúncias contra o peemedebista na Suíça remetidas ao Brasil, Fraga disse que só acreditará na história quando vir as provas. “Não estou dizendo aqui que Eduardo Cunha é santo, eu não sei. Dinheiro na Suíça a maioria desses políticos aí tem. Você acha que Renan Calheiros não tem? Acha que Eunício [Oliveira, líder do PMDB no Senado]… Enfim, esses figurões aí da política não têm? Todo mundo tem. Todo mundo que tem dinheiro.”

Enquanto não tem em mãos os documentos contra Cunha, Fraga diz que manterá o apoio ao peemedebista sob o argumento da “presunção da inocência”, que nada mais é que o popularmente conhecido “todos são inocentes, até que se prove o contrário”. “Os partidos de oposição encontraram em Cunha a voz que poderia levar adiante essa avalanche de denúncias que existe contra o governo,” arrematou Fraga, em demonstração de como o peemedebista serve aos propósitos da oposição.

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