terça-feira, 20 de outubro de 2015

Perguntinha: Como Sergio Moro não achou as contas de Cunha na Suíça?

Essa pergunta você não verá nos meios de comunicação, mas ela passa pela cabeça de qualquer ser humano minimamente inteligente.

Depois de 19 operações, dezenas de agentes, mais de um ano de investigação, como o juiz Sérgio Moro e sua equipe não conseguiram encontras as contas de Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, na Suíça?

Cunha já havia sido indiciado pela Lava Jato ainda em março, mas apenas baseado em depoimentos dos delatores. Ao invés da equipe de Moro se concentrar em obter provas contra os indiciados eles espalharam investigações para os mais diferentes locais. Objetivo: conseguir envolver qualquer pessoa do PT e, se possível, o Lula, o filho do Lula, a nora do Lula, o papagaio do Lula.

Sabemos das contas secretas de Cunha graças ao Ministério Público da Suíça que trabalha em colaboração com o Ministério Público Brasileiro. Foi ele que bloqueou as contas de Cunha em fevereiro. A justiça sabia disso. E foram também os suíços que enviaram farta documentação de demonstra movimentação de milhões de dolares.

Cunha utilizou a mesma instituição bancária utilizada por Pedro Barusco, Renato Duque e Jorge Zelada, todos indiciados nas investigações. Cunha utilizou, inclusive, os mesmos subterfúgios para acobertar a origem do dinheiro. Dezenas de contas, milhões de dolares movimentados, pagamento de cursos em Nova York, compras na Europa, além do patrimônio real de Cunha ser 37 vezes maior do que o declarado para a justiça eleitoral.

Porque a equipe do juiz Moro, tão elogiado pela burguesia brasileira, não se deteve nessa movimentação toda?

Acobertamento? Relaxamento? Irresponsábilidade? Investigação Seletiva?

Não sabemos, mas que é estranho é?

Inclusive Moro perdeu os holofotes da mídia nas últimas semanas. Como sua investigação não resulta em nada concreto a própria mídia que lhe tornou celebridade o coloca no ostracismo.

Daqui a pouco ele terá que inventar fases novas para aparecer novamente no Jornal Nacional.

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