quarta-feira, 4 de novembro de 2015

10 falas absurdas de políticos sobre a internet

A CPI dos Crimes Cibernéticos, que deveria investigar atividades ilegais na internet, tem se tornado um espaço de frases bizarras. Teoricamente o espaço deveria discutir casos de roubo de dados, invasão de privacidade, desvio de dinheiro, entre outros crimes, mas virou um lugar onde o "baixo clero" (deputados que não tem expressão nenhuma).

Veja abaixo um compilado de algumas falas absurdas dos parlamentares sobre o tema. Alguns deputados chegam ao absurdo de propor alterações no Marco Civil da Internet retirando algumas das liberdades garantidas por essa lei.

Veja abaixo:

Deputado João Arruda (PMDB/PR): "Se colocarmos em cada cidadão brasileiro uma tornozeleira, por exemplo, vai ser muito mais fácil e muito mais rápido de desvendar um crime".
(Nem o roterista mais obscuro imaginou um roteiro onde todos os cidadãos usassem tornozeleiras).

Deputado Sandro Alex (PPS/PR): "Este é o primeiro questionamento que eu gostaria que vocês esclarecessem a essa comissão: se o e-mail que é transmitido pelo Google ou pelo Yahoo é lido pelas máquinas ou se também é lido por pessoas?"
(Deputado deve estar imaginando que na sede do Google há milhares de pessoas lendo emails das pessoas)

Deputado Sandro Alex (PPS/PR): "Primeira pergunta: o Facebook não fornece nota fiscal?"
(Poderia ter pesquisado no próprio Facebook. Também o deputado não deixou claro seu objetivo com a pergunta.)

Deputado Alexandre Leite (DEM/SP): "eu gostaria de saber o que os senhores sabem a respeito de um provedor, acredito eu, chamado deep web, em que se utiliza o bitcoin".
(Deputado demonstrando que não usa o Google antes de perguntar)

Deputada Mariana Carvalho (PSDB/RO): "Eu fico até preocupada com a possibilidade de o governo italiano vir ao Brasil apresentar novas regras à nossa sociedade".
(Deputada trocou as bolas. Os italianos vieram ao Brasil aprender conosco sobre o Marco Cívil da Internet)

Deputado Marco Feliciano (PSC/SP): "O Facebook poderia trabalhar numa campanha para incentivar os pais a não fazerem perfis dos filhos, porque os pais acabam fazendo o cadastro deles e entragam nas mãos deles. O Facebook poderia fazer uma campanha em cima disso, para que os pais não fizessem isso, porque eles acabam expondo os próprios filhos ao risco".
(Deputado diz que a culpa dos perfis infantis é dos pais, o que é verdade, mas acha que o Facebook deveria agir. Na verdade já age. Há idade mínima para criar uma conta. Acontece que as pessoas mentem. Como diria o Dr. House: "todo mundo mente").

Deputado Marco Feliciano (PSC/SP): "Por que no cadastro das contas [Facebook, Twitter, Yahoo,...] não pedem ficha corrida com telefone, endereço, CPF, RG? Assim ficaria muito mais fácil detectar as pessoas depois do ataque a outras"
(Mais uma do Feliciano. Apesar de alguns cadastros pedirem alguns desses dados, como os sites de compras, elas não são usadas para detectar ataques. Também nenhum lugar pede a ficha corrida, nem teria como)

Deputado Daniel Coelho (PSDB/PE): "Se um site coloca no seu endereço um ponto com ponto br, obrigatoriamente ele precisa ter um CNPJ brasileiro e um endereço físico no Brasil, ou uma empresa baseada fora pode utilizar esse endereço?"
(Deputado que é subrelator da CPI poderia ter usado o Google para saber que não há essa exigência)

Deputado Éder Mauro (PSD/PA): "Nos crimes de estelionato, pedofilia e outros, que são feitos não pelos meios móveis, mas pelos meios fixos, como é o caso dos cybers, dos notes, dos computadores fixos, que só são identificados também pelos IPs. A meu ver também não é preciso autorização policial para conseguir os dados cadastrais, bastando a autoridade policial requere às operadoras".
(Deputado que é delegado acha que não seria preciso autorização da Justiça para ter acesso aos dados de navegação. Imagina se houvesse essa liberação para as contas bancárias e as ligações telefônicas?)

Deputado Celso Jacob (PMDB/RJ): "Então, meu grande drama é trabalhar com o meu perfil pessoal"
(Deputado aproveitou a presença do representante do Facebook para fazer uma afirmação extremamente relevante #sqn)

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