terça-feira, 24 de novembro de 2015

Justiça nega reintegração de posse em escolas ocupadas de São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo impôs uma derrota ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) nessa segunda feira. Por unanimidade uma liminar de reintegração das escolas ocupadas por estudantes foi indeferida.
 
Ao todo 132 escolas estaduais estão ocupadas por estudantes que são contrários ao fechamento das unidades que o governo tucano nomeou de "reorganização escolar".

"A gente ocupa as escolas e dá uma aula de cidadania para discutir a escola que a gente quer", afirmou a presidenta da União Paulista de Estudantes Secudaristas (Upes), Ângela Meyer.
Em sua decisão o desembargador Eduardo Gouveia disse que "não há o que reintegrar. A manifestação é um direito". Entretanto os desembargadores sugeriram que os portões fossem aberto para que as aulas fossem retomadas, mesmo com as ocupações.
A defensora pública Mara Ferreira, que representa os estudantes na ação judicial, comemorou a decisão. Segundo ela assim é possível que as reuniões de conciliação continuem e impede que a integridade física dos estudantes seja ameaçada.
Durante os dias de ocupação vários confrontos aconteceram entre estudantes e policiais. Um exemplo desses confrontos aconteceu na Escola Estadual Fernão Dias Paes. Policiais militares utilizaram spray de pimenta contra estudantes que protestavam na frente da escola, todos menores de idade. 

As ocupações, que duram quase um mês, são um duro choque contra a gestão tucana e escancara para a população seu jeito de governar. Em todos os governos tucanos tem havido forte contraposições as medidas educacionais que estão sendo implementadas.
No Paraná, no começo do ano, o governador Beto Richa (PSDB), enfrentou um protesto gigantesco de professores que foi duramente reprimido pela policia militar com um saldo de 200 feridos.
Em São Paulo é o fechamento das escolas da rede estadual e em Goias, Marconi Perilo, também do PSDB, prevê a privatização, via OSCIPs (Organização da sociedade civil de interesse público) de 25% das escolas.

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