segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Aécio agora rechaça Temer: seria ilegítimo

Com informações da Folha de São Paulo

Após declarações de apoio a um eventual governo de Michel Temer (PMDB), senador Aécio Neves (PSDB) muda de campo e agora afirma que tucanos não devem "nem sequer pensar em cargos" em uma gestão que não sabe "de que forma se colocará": "O método será o que vigorou na última década, do qual o PMDB foi parceiro?", questionou.

Em entrevista à ‘Folha de S. Paulo’, ele coloca o peemedebista como ‘um parceiro permanente e ativo da gestão que fez o Brasil retroceder 20 anos’. “Só enxergo o Brasil resgatando sua credibilidade e esperança no momento em que um novo governo for eleito. E, obviamente, essa legitimidade do voto faltará ao presidente Michel”, acrescentou.

O tucano afirma ainda que o mandato de Dilma esta perto do fim: "Não se pode dizer qual será o caminho, se impeachment, cassação da chapa eleitoral ou renúncia, mas acho que a presidente não governará o país por muito mais tempo."

Reconhece também que 'Eduardo Cunha é uma pedra no caminho do impeachment': “Acho que a situação dele chegou a um ponto insustentável. As denúncias se avolumam, as respostas são muito pouco consistentes e o processo do Eduardo Cunha, de alguma forma, se coloca como diria o poeta da minha terra: 'No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho'. Tem o Eduardo Cunha no meio do caminho e essa questão terá que ser resolvida”.

Aécio criticou ainda a troca de Joaquim Levy por Nelson Barbosa na Fazenda: "A saída de Levy e a nomeação do 'arquiteto da nova matriz econômica' sinalizam perigosamente na direção oposta ao necessário equilíbrio das contas públicas. Foi, sem dúvida, uma vitória do PT, e como sempre acontece quando o PT vence, quem perde é o Brasil".

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