quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um dos único projetos de Sartori, com resultado prático, não foi votado na sessão extraordinária da Assembleia

Dos 26 projetos protocolados, em regime de urgência, para serem votado na sessão extraordinária dessa segunda feira (28) pela Assembleia Legislativa, somente quatro não foram votados. Entre eles o PL 509 que modificava a lei de concessões de rodovia e permitia que os processos ocorresem de forma mais rápida.

Apesar do projeto ser muito ruim ele era um dos únicos com algum objetivo prático para o Estado.

O governo Sartori já tinha até o primeiro trecho que iria ser concedido. Seria a ERS 324 entre Nova Prata e Passo Fundo que é um trecho de 104 quilômetros. Com a aprovação do projeto não seria necessário aprovação da Assembleia para cada uma das concessões. Seria, por assim dizer, um cheque em branco.

O Rio Grande do Sul, é claro, iria voltar a ser cercado por praças de pedágios e as empresas operariam o trecho por 30 anos (o dobro do tempo concedido por Britto), mas pelo menos seria alguma atitude do atual governo e a possibilidade da execução da primeira proposta de governo. Com isso Sartori chega ao final de 2015 com 100% de inoperância.

O PL 509 fica para fevereiro, enquanto isso não há nenhuma ação do DAER ou da EGR para a recuperação das rodovias. O plano, como sempre é deixar tudo ficar muito pior para poder ou vender pelo preço mais baixo ou fazer com que a população pague o preço mais alto pelo serviço.

Prova disso é que na mesma noite foi a realocação de um valor de R$ 230 milhões, de um financiamento obtido junto ao BNDES pelo governador Tarso Genro e que deveriam ter sido usados na recuperação de estradas. O dinheiro foi deslocado para um órgão burocrático estatal para não ser devolvido ao BNDES.

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