terça-feira, 31 de maio de 2016

Mais dois ministros de Temer estão prestes a cair

Ministro da Saúde levou familiares aos invés de técnicos
para evento da Organização Mundial de Saúde
Por Pinheiro do Vale/Jornal Já

A tesoura do presidente interino Michel Temer está amolando o fio para cortar mais dois ministros ainda esta semana. É possível que um dos cortes seja anunciado nas próximas horas.

O ministro do turismo, Henrique Eduardo Alves já viu o bilhete azul nas mãos do secretário executivo do governo, o ex-governador do Rio de Janeiro, Wellington Moreira Franco, que levou a ele um recado do chefe do governo provisório.

Outro que está pela bola sete é o ministro da Saúde, Ricardo Barros, rejeitado pelo corpo de funcionários da pasta com tamanha repugnância que nem mesmo consegue se reunir com o segundo escalão de sua administração.

Henrique Alves é um político veterano, deputado federal por 11 mandatos, com amplo trânsito nos meios políticos. Entretanto, seu indiciamento iminente na Lava Jato encerram sua carreira no gabinete do presidente interino Temer.

Deve pedir demissão a qualquer momento.


O caso do ministro da Saúde é mais agudo, pois a corporação o repeliu peremptoriamente.

Engenheiro civil de formação, deputado federal pelo PP do Paraná (sua base é em Maringá), Barros foi afrontado pelo diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, AIDS e Hepatites, o médico Fábio Mesquita, de Londrina, também no norte paranaense.

Mesquite se demitiu do cargo por causa da presença da mulher do ministro numa comitiva oficial.

Pivô da crise, a mulher do ministro, é a vice-governadora do Estado, Cida Borghetti, catarinense que integra a aliança política (representando o PP) do governador tucano Beto Richa, também originário do norte do Paraná, com base em Londrina, herdeiro da base de seu pai, o falecido governador José Richa.

A comunidade médica do Ministério da Saúde não engoliu a inclusão da vice-governadora na comitiva oficial brasileira que foi à Assembleia Mundial de Saúde.

A repulsa a Barros é tão intensa que, em Brasília, espera-se sua destituição a qualquer momento.

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