quarta-feira, 4 de maio de 2016

"Pedalada" de Alckmin dá prejuízo de R$ 333 milhões ao Metrô

Enquanto a população pega trem lotado a empresa privada
garante seu lucro graças a benevolência tucana
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) usou verba da tarifa do metrô paulista para pagar obrigações contratuais com uma operadora privada que administra uma das linhas do sistema.

A "pedalada" milionária acontece desde o início da operação comercial da linha '4-amerela', em 2011, e gerou um prejuízo de R$ 332,7 milhões até 2014.

A dívida só foi reconhecida em outubro do ano passado, mas esse reconhecimento gerou o perdão da dívida do Metrô como governo do estado o que acabou gerando prejuízo para a empresa pública que enfrenta uma grave crise financeira.

Além desse valor um relatório do Metrô aponta que em 2015 houveram mais R$ 136 milhões em "pedaladas". Para aumentar a crise o governador tucano ainda deu um calote de R$ 66 milhões em 2015 não repassando os valores que seriam usados para cobrir os custos das gratuidades.

Quem paga a conta do desgoverno tucano?

A população que paga mais caro pelo transporte público e que não tem um serviço de qualidade porque ele é sucateado pela falta de recursos.

Quem não perdeu foi a ViaQuatro, que opera a linha privatizada. Pelo acordo ela recebe, com prioridade, o valor arrecadado com a tarifa. Além disso ela recebe um valor maior do que o pago pelos passageiros. No fechamento do contrato a empresa privada recebia R$ 0,13 a mais do que o passageiro paga. A diferença era coberta pelos cofres públicos, ou no caso, pela empresa Metrô, que é pública.

Essa "contabilidade criativa" está causando prejuízo a população paulista e ainda beneficiando uma empresa privada. Mas, como no caso, do Trensalão, nada está sendo apurado.

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