Salário mínimo poderá chegar a R$ 817,00 em 2015

Essa é a proposta que consta no Plano Plurianual (PPA) encaminhado pela presidenta Dilma no final de agosto. Pela proposta o valor do salário mínimo será 50% superior ao atual. O cálculo foi feito com base num acordo firmado entre o governo e as centrais sindicais que leva em conta a variação do PIB dos dois exercícios anteriores ao do reajuste e a inflação dos últimos 12 meses.


Pela proposta do PPA no próximo ano o mínimo será de R$ 619,21. Para 2013 o valor passaria para R$ 676,18 e em 2014 chegaria a R$ 741,94. Essa regra de reajuste foi aprovada em fevereiro deste ano (quando o salário mínimo subiu para R$ 545,00) e previa esse mecanismo até 2015.


Durante as eleições, de forma oportunista, o candidato José Serra havia proposto um reajuste do salário mínimo para R$ 600,00, lembram? O interessante é que, para o ano que vem, o valor já é maior que R$ 600,00 e todos os editores de economia já estão dizendo que isso fará uma "pressão nos preços".


Cabe lembrar que esses mesmos economistas achavam que o Brasil seria trucidado pela crise econômica de 2008, e não foi. Também estão dizendo que a inflação vai voltar, o que parece não ser verdade. No fundo, no fundo, o noticiário econômico brasileiro, na sua grande maioria, é recheado do lugar comum "carga tributária" e "custo brasil". Os "comentaristas" erram tanto por que esquecem um detalhe significante que a economia cresce quando há uma população que pode consumir.


Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a desigualdade na distribuição de renda diminuiu 5,6% e a renda média mensal subiu 28% entre 2004 e 2009. Isso significa que 26 milhões de brasileiros saíram da pobreza nesse período.


Essa massa toda de pessoa que mal e mal podiam consumir para se manterem vivas passaram a comprar geladeira, fogão, tv, alguns já puderam comprar um carro e até viajar de avião! As ações sociais do governo, como o bolsa família, e o reajuste do salário mínimo acima da inflação propiciaram esse aumento do poder de consumo e o aquecimento da economia interna.


Mesmo assim, os mesmos economistas continuam não vendo isso.

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