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Mostrando postagens com o rótulo imigrantes

Prefeito Alceu: pare de envergonhar Caxias do Sul

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O prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) deve ter alguma semelhança com o último presidente do regime militar, João Figueiredo. Um pouco é pelo jeito truculento de impor suas ideias a revelia a discussão com a população (mudança do lugar da Feira do Livro, do carnaval, etc). Outro aspecto, que não temos como confirmar mas acreditamos que seja real é que ao deixar a Presidência da República, Figueiredo afirmou: "prefiro cheiro dos cavalos ao cheiro de povo". Com a palavra o prefeito para afirmar ou contraditar a concordância com tal afirmação. Mas, levando em conta a mais recente declaração dele, está quase certo que ele concorda com o ex-presidente. Ao grupo RBS Alceu disse: "Agora vem esse bando de imigrantes e a prefeitura tem de dar trabalho e comida para todo mundo?" Ora Alceu, você mesmo um imigrante, recebeu serviços públicos de outros cidadãos. Na verdade todos os moradores de Caxias e do Brasil, a não ser o indígenas, são imigrantes! Essa declaração en...

Jean Wesly Moriseme, presente!

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Por Fabíola Papini* A morte do haitiano Jean Wesly Moriseme, em Flores da Cunha, no dia 07 de outubro, acendeu uma luz de alerta: como uma história que se repete, de violência e violação do direito à vida. A sucessão de fatos narrados envolvendo o último dia de vida deste jovem de 28 anos, que trabalhava e enviava parte do seu salário para sua esposa, filhos e seus pais, que estavam adoecidos, é o retrato do despreparo das equipes de saúde e segurança no manejo com uma situação complexa, que deveria ser contida com cuidado e não com bala. Um imigrante haitiano, possivelmente experienciando uma desorganização/ crise psíquica grave, envolve-se em sucessivas situações de agressão e confusão, segundo relata a imprensa local. Ora, que se convoquem as forças policiais à resolução deste caso! - Aclamam as vozes que há séculos ecoam e demandam a retirada de circulação destes loucos, desordeiros e baderneiros! E o que faz a Brigada Militar, no século XXI, numa pró...

Imigração, colonização e preconceito

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Caxias do Sul é uma das principais cidades que "recebem" imigrantes mundo afora. Há 140 anos, foram os imigrantes italianos, e ao longo desses anos, poloneses, alemães, franceses, espanhóis, português. Imigrantes do velho mundo: a Europa. Mas, antes dos 140 anos da imigração italiana, por aqui passaram, no chamado "Campo dos Bugres", padres jesuítas, "bandoleiros" da coroa portuguesa e espanhola, e outros, colonizando o Brasil e enfrentando os verdadeiros donos dessas terras: os índios. Não menos importantes, os negros descendentes da escravidão, também ajudaram a miscigenação dessa região e com seus braços ajudaram o desenvolvimento da serra gaúcha. Na história contemporânea, a migração de regiões como da fronteira e dos Campos de Cima da Serra são bastante frequentes. Caxias recebe cerca de 30 mil novas famílias/ ano dessas regiões. Nesse último período, a cidade vem convivendo com novos imigrantes, os haitianos, ganeses e senegaleses. Segun...

Houve um tempo que não se pedia passaporte para um africano entrar no Brasil

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Por mais de 200 anos não se exigiu passaporte para que africanos entrassem no Brasil.  Também eles não vinham por livre e espontânea vontade. Eles chegaram aos milhares vindos do Congo, Guiné, Angola e Moçambique. Vinha em porões de navios e eram vendidos para trabalharem nos engenhos de cana de açúcar do nordeste, nas minas de Minas Gerais, nas plantações de São Paulo ou nas estâncias do Rio Grande do Sul.  No passado a sua força de trabalho gerou riquezas que duram até hoje. No Brasil atual os imigrantes da África e da América Central (principalmente Haiti),  enfrentam o mesmo grau de desprezo que os do século XVI.  Não vamos nem falar do discurso de preconceito que está, novamente impregnado nas rodas de conversa e nas redes sociais em Caxias do Sul e no Estado. Numa cidade que foi construída por imigrantes, os novos imigrantes são encarados como problema. Tem gente que não lembra que seu avô, avó, bisavô, bisavó, passavam fome na Eu...