Alckmin fornece 2.000 policiais para Naji Nahas (*) expulsar 1.700 famílias de seus lares
O governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP) forneceu tropas de 2 mil policiais fortemente armados para arrancar à força, à bala e com bombas cerca de 6.000 moradores da comunidade de Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos, que ali moravam há 8 anos.
São 1.704 famílias de mulheres, crianças e homens de baixa renda expulsos de seus lares para entregar esse bairro inteiro para um único latifundiário urbano: uma empresa falida do mega-especulador Naji Nahas.
O prefeito tucano, Eduardo Cury, também forneceu sua guarda municipal para ajudar a expulsar crianças, mulheres, homens de seus lares e abrir alas para Naji Nahas (*) ganhar mais dinheiro.
Inclusive há uma dúvida a esclarecer:
Foi a prefeitura quem pagou os tratores para demolição, entregando o terreno limpinho para o megaespeculador (*)?
Detalhes sórdidos:
- o megaespeculador Naji Nahas, através de sua empresa Selecta, deve cerca de R$ 10 milhões em IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) à prefeitura de São José dos Campos, relativo ao terreno, segundo relato dos moradores expulsos:
- “O senador Eduardo Suplicy (PT) e o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) estavam dialogando com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Eduardo Cury (PSDB) e proprietário da área, para achar uma solução negociada”, afirma o deputado estadual Marco Aurélio Souza (PT). “O próprio dono da área havia concordado em aguardar mais 15 dias".
Para Marco Aurélio, Alckmin manobrou os parlamentares para desmobilizar os moradores e, aí, fazer a reintegração de posse sem resistência. “Covardia com os moradores, para pegá-los desprevenidos”, acusa. “Quebra de palavra com os parlamentares importantes de São Paulo. ”
O professor Paulo Búfalo, da executiva do Psol em São Paulo, está convencido também de que foi uma manobra de má-fé do governador Alckmin. De um lado, negociava, com os parlamentares. De outro, determinava a desapropriação da área, uma ação em conluio com a Justiça de São Paulo: “Todos os relatos que estamos ouvindo aqui, infelizmente, apontam para isso”.
- O Ministério das Cidades já havia assinado um protocolo de intenções para solucionar a questão de forma negociada, atendendo ao interesse público e social. (com informações da Ag. Brasil e do Viomundo)
(*) O terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados pertence à massa falida da empresa Selecta, do grupo Naji Nahas.
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