Não atrapalhem a educação de nossas crianças
Um verso clássico da música Another Brick In The Wall, do Pink Floyd, diz, em português:
O verso de Roger Waters fazia referência ao ensino tradicional, opressor e nada "educativo" do sistema educacional inglês.
Passados muitos anos essa frase é ainda atual, principalmente entre as equipes diretoras de grandes escolas de nossa cidade.
Um fato que chegou a imprensa é que a estudante Franciely Nathália Cardozo foi expulsa da Escola Cristovão de Mendoza por ela não ter a agenda da escola. Na versão da diretora da escola, Leila Macuco, Franciely não teria sido expulsa por não ter agenda mas sim pela discussão que teve, com a diretora, sobre a obrigatoriedade do uso da agenda.
Esse fato denota o quanto o ensino está decadente em nosso país. Mesmo que investirmos dez vezes mais em educação, isso não fará diferença enquanto nossas crianças forem educadas por pessoas desqualificadas como a diretora Leila. Quem a conhece sabe o como ela é autoritária e o terror que ela passa pelos corredores da escola. É um caso clássico de privatização do espaço público, ela acha que a escola é dela.
Quando alguém, Franciely, resolveu contestar a sua empáfia, foi expulsa da escola. Esse é um péssimo exemplo de educação dessa diretora.
A "máfia" das agendas
A questão das agendas não é exclusividade do Cristóvão. Praticamente todas as escolas estaduais as exigem (nas municipais são fornecida pelo poder público), e com preços exorbitantes. Valores que podem chegar a até R$ 60,00 (Evaristo De Antoni) são mais caras do que as compradas, no comércio, por nós que não somos estudantes.
Isso acontece porque parte do valor, e grande parte dele na verdade, fica para a direção usar ao seu bel prazer. Não é incomum as salas de direção serem luxuosas enquanto o resto da estrutura da escola estar em frangalhos. Não é incomum equipamentos pedagógicos que deveriam estar a disposição dos estudantes, estarem pegando poeira em algum depósito. Não é incomum que as direções escolares sabotem propostas educacionais pois essa vão gerar mais trabalho para si.
No final das contas para que serve mesmo a agenda? Para absolutamente nada! É instrumento inútil, que não controla frequência, qualquer outra forma serviria para avisar os pais. Ela só se justifica pela fúria arrecadatória, que é necessária, pela má gestão das escolas.
O silêncio da CREA
Causa estranheza o silêncio da 4ª Coordenadoria de Educação sobre o acontecido no Cristóvão e sobre os valores absurdos cobrados pelas agendas. É obrigação da coordenadoria não coibir essa prática e também zelar pela futuro educacional de nossos estudantes.
Protecionismo só gera mais autoritarismo.
Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz!
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Estudantes não aceitem as imposições de professores tiranos |
Passados muitos anos essa frase é ainda atual, principalmente entre as equipes diretoras de grandes escolas de nossa cidade.
Um fato que chegou a imprensa é que a estudante Franciely Nathália Cardozo foi expulsa da Escola Cristovão de Mendoza por ela não ter a agenda da escola. Na versão da diretora da escola, Leila Macuco, Franciely não teria sido expulsa por não ter agenda mas sim pela discussão que teve, com a diretora, sobre a obrigatoriedade do uso da agenda.
Esse fato denota o quanto o ensino está decadente em nosso país. Mesmo que investirmos dez vezes mais em educação, isso não fará diferença enquanto nossas crianças forem educadas por pessoas desqualificadas como a diretora Leila. Quem a conhece sabe o como ela é autoritária e o terror que ela passa pelos corredores da escola. É um caso clássico de privatização do espaço público, ela acha que a escola é dela.
Quando alguém, Franciely, resolveu contestar a sua empáfia, foi expulsa da escola. Esse é um péssimo exemplo de educação dessa diretora.
A "máfia" das agendas
A questão das agendas não é exclusividade do Cristóvão. Praticamente todas as escolas estaduais as exigem (nas municipais são fornecida pelo poder público), e com preços exorbitantes. Valores que podem chegar a até R$ 60,00 (Evaristo De Antoni) são mais caras do que as compradas, no comércio, por nós que não somos estudantes.
Isso acontece porque parte do valor, e grande parte dele na verdade, fica para a direção usar ao seu bel prazer. Não é incomum as salas de direção serem luxuosas enquanto o resto da estrutura da escola estar em frangalhos. Não é incomum equipamentos pedagógicos que deveriam estar a disposição dos estudantes, estarem pegando poeira em algum depósito. Não é incomum que as direções escolares sabotem propostas educacionais pois essa vão gerar mais trabalho para si.
No final das contas para que serve mesmo a agenda? Para absolutamente nada! É instrumento inútil, que não controla frequência, qualquer outra forma serviria para avisar os pais. Ela só se justifica pela fúria arrecadatória, que é necessária, pela má gestão das escolas.
O silêncio da CREA
Causa estranheza o silêncio da 4ª Coordenadoria de Educação sobre o acontecido no Cristóvão e sobre os valores absurdos cobrados pelas agendas. É obrigação da coordenadoria não coibir essa prática e também zelar pela futuro educacional de nossos estudantes.
Protecionismo só gera mais autoritarismo.
Acho um pouco radical a ideia do autor em relação ao uso da agenda, pois ela serve sim para manter a comunicação entre os pais e professores. Eu sou professora no município e faço uso dela constantemente. Minhas filhas estudam numa escola estadual e usam a agenda como forma de comunicação e também para a organização de suas tarefas. Sabemos também que normalmente as escolas avisam que no custo da agenda encontra-se também a contribuição anual para a escola, que não é obrigatório o seu pagamento. E por sinal, os gastos das escolas normalmente passam pelo Conselho de pais ou pelo CPM, porém a maioria das famílias não quer se envolver com a escola onde seus filhos estudam, delegando toda a tarefa para a direção, eximindo-se de qualquer contribuição.
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