E a novela do Marrecas continua
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Na foto de Maicon Damasceno pode-se ver como ficou a "remoção" da vegetação |
A decisão, que se soma a essa, do 4º Tribunal Regional Federal, proíbe qualquer atividade na região da obra até que seja julgada, em última instância, um mandato de segurança feito ao Superior Tribunal de Justiça. Há um questionamento sobre a licença ambiental concedida pelo IBAMA, que na verdade apenas ratificou um estudo da Fepam, órgão do governo do estado. O principal questionamento é que houve pressão política no órgão para a liberação da obra. Servidores que achavam que aquela não era o melhor local para a obra foram afastados do relatório final pelo governo Yeda.
Agora a obra novamente enfrenta um impasse. Com 98% da área desmatada ela pode se transformar em um grande elefante branco se não for liberada, sem falar no seu custo astronômico que já se gastou o dobro do orçado inicialmente.
Essa novela toda mostra como um projeto mal feito e de cunho eleitoreiro pode causar uma grande confusão. A próxima grande obra, que esperamos que não seja planejada pela mesma equipe do Sartori, a do Aeroporto de Vila Oliva, pode passar por uma novela parecida.
O preço inicial da obra já seria, no mínimo 5 vezes maior, e a área escolhida enfrentará grande resistência para liberação ambiental. Ao que parece as coisas estão sendo feitas a "toque de caixa" para tentar cortar alguma fita antes da eleição. Isso poderá causar problemas no futuro.
Sartori queria inaugurar o Marrecas, nem que seja a placa da obra, antes de 6 junho, de preferência com um grande churrasco pago com dinheiro do contribuinte (como foram em todas as "visitas guiadas" a obra), ao lado de seu candidato a sucessão Alceu Barbosa Velho. Após essa data candidatos não podem mais comparecer a inaugurações de obras públicas.
Parece que Sartori não irá cumprir seu objetivo. Apesar de não ter impedido a bandalheira e a gastança do dinheiro público a justiça mostrou que não está completamente cega. Ela enxerga a malandragem.
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