Investimento em saúde: Não podemos esquecer o passado
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Muitas entindades que hoje cobram os 12% para saúde se calaram durante os governos Yeda e Rigotto |
A mais recente foi a mobilização protagonizada pelo OAB/RS pela aplicação do mínimo constitucional de 12% em saúde. Parece que esse movimento foi novidade no estado, mas não foi. Há muitos anos entidades, principalmente as ligadas a saúde, cobram por esse investimento. Só que a OAB era silenciosa nesse tempo todo.
O Rio Grande do Sul, é de fato, o estado que menos investe, percentualmente, em saúde. Em 2011, segundo dados do Data SUS, foram aplicados 8,04% da receita líquida na área. Esse percentual foi maior do que no último ano do governo Yeda (PSDB), 7,62%, e bem melhor que os quatro anos do governo Rigotto (PMDB), que variou entre 4,32% e 5,4%.
Veja a tabela abaixo:
Ano | % aplicado | % mínimo | |
Olívio | 2000 | 6,82 | 7,00 |
2001 | 6,59 | 8,00 | |
2002 | 5,02 | 9,00 | |
Rigotto | 2003 | 4,32 | 10,00 |
2004 | 5,20 | 12,00 | |
2005 | 4,80 | 12,00 | |
2006 | 5,40 | 12,00 | |
Yeda | 2007 | 5,80 | 12,00 |
2008 | 6,53 | 12,00 | |
2009 | 7,24 | 12,00 | |
2010 | 7,62 | 12,00 | |
Tarso | 2011 | 8,04 | 12,00 |
Apesar de ter caído nos dois últimos anos os índices aplicados durante o governo Olívio eram bem próximos aos estabelecidos pela Emenda Constituicional 29 (EC29). Porém os anos do governo Rigotto foram onde se investiu menos em saúde no estado. Durante o governo Yeda, apesar dos índices terem aumentado ainda assim estão longe do mínimo.
Esse fato parece que caiu na "memória seletiva" da deputada estadual Maria Helena Sartori (PMDB) que é presidente da Comissão de Finanças e está discutindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias 2013. Ela disse ao Pioneiro na semana passada que: "é preciso que aconteça esta mobilização para que a emenda seja aprovada e o governo, finalmente, cumpra com o que determina a Constituição."
Realmente deputada, a lei não é cumprida há muitos anos, 8 deles inclusive, por governos do seu partido ou apoiados pela senhora. Essa é o esquecimento que atinge a oposição ao governo Tarso no RS.
Durante os 4 anos do governo Yeda, inclusive, essas mesmas pessoas defendiam que o deficit zero era a melhor coisa que aconteceria para o Estado. O "deficit zero" aconteceu, não houve investimento em infraestrutura, os percentuais de investimento em saúde e educação continuaram pífios, crianças estudavam em escolas de lata, os professores não recebiam o piso do magistério e os brigadianos não tinham reajuste de salário.
Cobrar é necessário, porém não se deve esquecer o que se defendia no passado.
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