Pombas aparecem mortas na praça. Um retrato da falta de gestão do município

Mais de 50 pombas apareceram mortas na manhã de hoje na Praça Dante Alighieri. A suspeita é que elas teriam sido envenenadas por um farelo, de cor amarelo, que estava espalhado pela praça. Uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente recolheu as pombas e amostras do farelo para análise.

O secretário do meio ambiente, Nestor Pistorello, afirmou que será feita uma análise dos pombos e da ração com urgência, para apurar o que aconteceu. "Primeiro vamos verificar a origem, depois veremos como proceder. É um crime ambiental, um dano a uma ave que não se admite".

Tudo muito protocolar.

Porém o problema é muito maior. O que aconteceu na praça Dante representa o total descontrole, na área ambiental, do poder público municipal. São duas a hipóteses: ou alguém misturou veneno a comida (já que há uma cidadã que alimenta os pombos todos os dias e eles já estariam acostumados), ou a ação de detetização, para eliminar os ratos da praça, e que como efeito colateral matou os pombos.

Em ambos os casos agentes venenosos estariam expostos e poderiam atingir a população e até outros animais que frequentam a praça. E não é só o caso das pombas. Tem ainda a poda desenfreada e sem critério das árvores pelas ruas da cidade. O corte, também sem aparente critério, de árvores. As inúmeras vezes que o Tega amanhece, das mais variadas cores, por conta do despejo de dejetos industriais (isso sem falar nos outros arroios que não vemos pois estão canalizados).
 
É necessária uma resposta urgente e contundente dos órgãos ambientais para que situações como essas não se repitam.

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