Protesto exige conclusão do Instituto Federal de Educação em Caxias do Sul
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sede provisória abriga alunos desde 2010 |
O atraso nas obras é apenas mais um de uma longa trajetória de problemas para a instalação da instituição em Caxias do Sul. Tudo começou em 2007. Caxias foi sondada para receber uma das 10 unidades técnicas federais do nosso estado, porém a contrapartida feita pelo governo Sartori foi tão ruim que Caxias ficou na penultima colocação. Foi com uma mobilização do então deputado federal Pepe Vargas (PT) que foi possível abrir espaço para a prefeitura apresentar uma proposta melhor.
Mesmo assim o governo Sartori apresentou três áreas totalmente incompatíveis para abrigar a unidade. Foi preciso uma mobilização dos empresários e pressão da população para que a área, no bairro Fátima, fosse disponibilizada.
Em 2010 as aulas começaram, na sede provisória, onde os alunos tem aula até hoje. A empreiteira que foi contratada para realizar a obra já deu inúmeras desculpas e, já está evidente que ela não conseguirá terminar a empreeitada. Se ela desistir poderá ser feita a contratação de uma nova empreeiteira, em regime especial, para finalizar o prédio.
Mais espantoso do que a demora para a conclusão é o pouco caso que as "forças vivas" fazem pelo instituto federal em sí. Prova disso é a surreal discussão, iniciada pelo então vereador, e hoje deputado, Assis Melo (PCdoB), pela vinda de uma extensão da UFRGS para Caxias do Sul. Não que a extensão não fosse importante, mas o tempo gasto com uma mobilização que não gerou frutos nenhum poderia ter sido direcionado para uma instituição que irá virar uma Universidade Federal.
Deve ser por puro bairrismo que os caxienses não ficarão felizes enquanto não houver uma universidade federal com o nome da cidade. O IFRS é a segunda instituição de ensino superior pública de nossa cidade. A primeira foi a UERGS, criada no governo Olívio Dutra (PT) e sucateada durante os governos Rigotto (PMDB) e Yeda (PSDB). Ao que tudo indica, pelo movimento de pais e alunos, apesar de pequeno, talvez o IFRS não tenha o mesmo destino.
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