Alheio a democracia, Conselho Diretor da UCS elege Evaldo Kuiava para Reitor

Por 5 votos a 3 (com um voto em branco) Evaldo Kuiava foi eleito o novo Reitor da UCS. Se tornando, a autoridade pública caxiense eleita com o menor número de votos. Isso demonstra o quanto a Universidade de Caxias do Sul, que é comunitária no estatuto, está completamente afastada da comunidade, na prática.

A escolha foi realizada pelo Conselho Diretor que tem 9 membros: Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul e Ministério da Educação, com dois membros cada; Prefeitura de Caxias do Sul, Governo do Estado, Mitra Diocesana, Hospital Fátima com um membro cada e ainda o Reitor da UCS.

Diferente de 2005 e 2009, nesse ano não houve consulta à comunidade universitária. O conselho diretor, presidido por Roque Grazziotin, resolveu ignorar a participação da comunidade, por meio do voto, e criar um sistema de indicações que partiam dos Centros dos cursos onde, na prática, ninguém discutiu nada.

A Consulta, realizada nas duas escolhas anteriores, foi sempre uma dor de cabeça para o Conselho Diretor que via seu poder totalitário diminuído. Na primeira edição o Conselho se curvou e acabou acatando a posição da comunidade acadêmica. Da segunda vez comprou uma briga enorme com toda a universidade ao escolher um nome que não tinha ganho as eleições. Dessa vez optou pelo mais fácil. O poder ditatorial.

Zorzi sai da reitoria tendo perdido duas das três eleições que participou. Na sua reeleição ele foi preterido pela comunidade acadêmica e foi eleito reitor pelo tapetão do Conselho Diretor. Outro nome forte, José Carlos Köche, que teria apoio da CIC acabou preterido. A escolha de Kuiva recai sobre um nome mais ao centro de com menos luz própria o que pode resultar num reitor mais controlável pelo Conselho Diretor.

Em outubro desse ano a comunidade universitária tentou reivindicar a abertura do processo. O DCE realizou um ato (veja aqui) e, junto com professores e funcionários, apresentaram uma proposta que possibilitava a comunidade participar da escolha. A posição do Conselho Diretor foi tão fechada que nem mesmo debates públicos entre os candidatos ocorreram.

A UCS que poderia da exemplo de participação cidadã e democracia para o século XXI, resolve se fechar ao mundo como se estivesse no século XIX. 

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