Todos são "pela base" no PMDB
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Banners principais das páginas de Ziulkoski (esquerda) e Sartori (direita) no Facebook |
A disputa acirrada pela indicação para candidato do PMDB ao Palácio Piratini está gerando situações que há muitos anos não se via no partido (pelo menos em nível estadual), uma forte mobilização partidária para as eleições estaduais. Talvez o último grande movimento tenha sido a indicação de Antonio Britto para governador em 1998 (a candidatura de Rigotto, em 2002, nasceu desacredita até dentro do próprio partido).
Dois candidatos disputam a pré-convenção, que acontecerá no sábado, 15. Um deles, Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, foi indicado por um grupo de prefeitos do PMDB e tem apoio de deputados federais como Eliseu Padilha. Outro candidato, José Ivo Sartori, é o preferido pela cúpula partidária e principalmente pelos diretórios municipais da Serra.
Os dois candidatos, entretanto, se reivindicam das "bases partidárias". O lema de campanha de Ziukloski é "Somos da Base, Ziulkoski Governador". O de Sartori é "Sou da Base, Sou Sartori". Perceberam a semelhança? Pois é as tais bases são extremamente importante já que é quem realmente coloca a "mão na massa". Essa mão de obra militante será fundamental para o candidato peemedebista que arranca por último na corrida estadual. Somente a partir do dia 15 o PMDB gaúcho saberá o que fazer em relação ao Piratini, ao Senado e a aliança nacional.
Para garantir o posto de favorito, Sartori tem corrido o estado como nunca fez, acredito, na sua vida. Essa era justamente a principal crítica das lideranças peemedebistas, que não eram da Serra, que Sartori é um dirigente ausente.
Entretanto, ao contrário do discurso pouca base mesmo participa da escolha do candidato. Pelo estatuto do partido votam os cargos eletivos: senador, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores; os dirigentes partidários: membros do diretório estadual, presidentes municipais e presidente estaduais dos setores da juventude, mulher, movimento negro, comunitário, tradicionalista e segurança. Cabe a base mesmo os delegados eleitos nos diretórios municipais, que como o voto não é cumulativo, são pessoas diferentes dos anteriores.
Toda essa movimentação pode gerar algumas rusgas internas, principalmente se a opção for sectarisar em relação a chapa nacional. Mas também dá um "gás" e empolgação aos peemedebistas. Dependendo de como o partido saia dessa disputa, e como se organize daí para frente, pode ser que o candidato do PMDB seja o principal adversário de Tarso Genro desbancando da senadora Ana Amélia.
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