Preocupação seletiva: apenas variação do patrimônio dos deputados é problema para RBS

Existe algumas matérias que são certas que serão publicadas em determinados períodos. Entre as reportagens que sempre aparecerão está a dos patrimônios dos candidatos a cargos eletivos. Desde que a justiça eleitoral começou a exigir, e a dar publicidade, a essa informação, isso virou pauta certa.

Na maioria das vezes o tema é tratado de maneira superficial. Foi o que fez o grupo RBS, novamente, esse ano. A editoria de política ficou mais preocupada com a evolução do patrimônio dos candidatos a deputado e "esqueceu" de analisar o patrimônio dos candidatos a Governador e a Senador.

O Polenta News, diferente da RBS, apontou que o patrimônio da candidata Ana Amélia Lemos (PP) dobrou seu patrimônio (veja aqui). A senadora dobrou seu patrimônio. O candidato do PMDB a governador, José Ivo Sartori, aumentou em 98%, tudo bem que foi em 8 anos, mas como o sistema do TSE é falho não é possível verificar o quanto foi durante o período em que foi prefeito e quanto foi depois.

No caso da reportagem do Pioneiro a discrepância entre os exemplos não é nem salientada. Assis Melo (PCdoB) apesar de ter aumentado seu patrimônio em 252%, aumentou de R$ 56 mil para R$ 199 mil. A diferença? Um apartamento. Já Maria Helena Sartori (PMDB), esposa de José Ivo Sartori, teve um crescimento de apenas 178%!. Em porcentagem é menor, mas em valores é 7 vezes maior. Seu patrimônio aumentou R$ 700 mil! Foram dois apartamentos novos, uma sala comercial e um terreno. Essa relação é tratada de maneira desigual pelo jornal.

Se é tratada de maneira desigual ela induz ao erro. Seja pela falta de análise, seja por reproduzir, de maneira equivocada uma informação. Que serviço a boa política esse tipo de matéria traz? Nenhum.

Ainda ficamos sem saber por que a RBS não comentou nada sobre a evolução patrimonial da Senadora Ana Amélia. Talvez porque ela foi muitos anos funcionária da casa.

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