Movimento sindical vai às ruas contra PL da Terceirização
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Foto: Guilherme Santos/Sul21 |
O projeto de autoria do ex-deputado Sandro Mabel (PMDB/GO) teve o texto principal aprovado no dia 7 de abril. Para garantir que o projeto não precarizase, ainda mais, os direitos dos trabalhadores.
Os atos aconteceram em 24 estados e reuniram milhares de pessoas. O impacto foi muito maior do que o número de pessoas nas passeatas pois houveram paralisações de serviços públicos como transporte público e escolas e privados como empresas, bancos e comércio.
Em Porto Alegre os trabalhadores da Carris e o Trensurb cruzaram os braços. Isso fez com que muita gente optasse por não ir, ou chegar atrasado ao trabalho. Entretanto outras empresas acabaram suprindo as linhas paralisadas.
Entre os bancos, o Banrisul, Santander, HSBC e Itaú tiveram paralisação total ou parcial. Entre as escolas estaduais as maiores, com exceção do Instituto de Educação, paralisaram as atividades. O mesmo se repetiu em várias escolas pelo interior do estado como o Apolinário de Caxias do Sul.
Falando em Caxias, o Sindicato dos Metalúrgicos, realizou paralisações em 10 empresas. Na manhã um ato reunindo metalúrgicos, bancários e comerciários protestaram pelas ruas do centro da cidade.
O PL das Terceirizações estabelece que as empresas podem contratar trabalhadores terceirizados para qualquer setor da empresa. Hoje somente podem ser terceirizados os serviços meios como limpeza e portaria, por exemplo. Se o projeto ficar do jeito que está as lojas poderão terceirizar balconistas e os bancos os caixas, por exemplo.
Segundo dados do Dieese um trabalhador terceirizado recebe, em média, 27,1% a menos do que um trabalhador não terceirizado. Outro dado da Associação dos Magistrados do Direito do Trabalho aponta que de cada 10 acidentes de trabalho 8 acontecem com terceirizados e de cada 5 acidentes fatais 4 são de trabalhadores terceirizados.
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