Sartori e o funcionalismo: Sem reajuste, sem contratações e com parcelamento de salário
Pode demorar mas o "jeito Sartori de governar" começa a surgir. Com
a entreda da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), hoje (15), o
governo do estado não previu nenhum reajuste salarial, em 2016, para o
funcionalismo.
Além disso, na próxima folha de
pagamento, somente os servidores que receberem até R$ 5.100,00
receberão o salário no final do mês. Quem recebe mais do que isso
receberá a diferença em 11 de junho.
Outra
medida anunciada hoje é que o governo do estado, novamente, atrasará o
pagamento da parcela da divida do estado com a União. Em abril, Sartori
anunciou que o atraso do pagamento da dívida só aconteceria uma vez.
Já
existem liminares que impedem o atraso no pagamento dos salário. Agora a
questão é se os servidores, que ganham acima desse teto, conseguirão,
na justiça, garantir o pagamento integral.
A relação do
governo Sartori com o funcionalismo é cada vez mais tensa. Além de não
chamar os servidores aprovados em concurso público (professores,
policiais e bombeiros), não haverá reajuste salarial, nem mesmo a
reposição da inflação, em 2015 e 2016, no mínimo.
Há
mais de dois meses aprovados nos concursos da polícia militar e civil
estão acampados em frente ao Palácio Piratini. O CPERS se reuniu ontem
com o governo e também recebeu a notícia que não haverá nem proposta de
reajuste por parte do governo.
Os sindicatos
de servidores estaduais estão completamente insatisfeitos com as
decisões tomadas por Sartori. Manifestações e greves estão no horizonte
das entidades representativas. A maior preocupação de Sartori é que e
situação fique explosiva como no Paraná e em São Paulo onde os governos
tucanos enfrentam greves há meses.
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Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini |
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