Câmara dá prosseguimento à reforma política com assuntos secundários
Nessa semana a Câmara dos Deputados deu prosseguimento nas votações
da reforma política. Os pontos discutidos e aprovados são meramente
cosméticos e não mudará o sistema político e eleitoral profundamente.
A
proposta de voto facultativo não prosperou. Com 311 votos contrários e
134 favoráveis o voto continuará obrigatório. Obrigatório em parte pois a
multa pelo não comparecimento é extremamente baixa.
Como
foi aprovado o fim da reeleição para os cargos executivos (prefeito,
governador, presidente) os deputados alteraram o tempo de mandados e,
com isso, acabaram dando 1 ano a mais de mandato para eles mesmo e,
talvez, 2 anos a mais para os senadores. Esse é o problema quando a
oposição diz "ouvir a voz das ruas", geralmente é ruim para o povo.
Todos
os mandatos serão de 5 anos. Desse jeito o mandato dos senadores
diminuiria de 8 para 5 anos, contudo eles podem alterar para 10 anos,
quando a votação passar pelo Senado.
A
coincidência de eleições foi rejeitada pelos deputados com isso as
eleições municipais acontecem em um ano e as gerais (deputado, senador,
governador e presidente) em outro. Criou-se uma regra de transição para
os próximos mandatos. Pela regra as próximas eleições ficam assim:
Prefeito e vereadores: 2016 --- (4 anos) ---> 2020 --- (5 anos)--->2025 ------> 2030
Deputados/Governador/Presidente: 2018--- (4 anos)----> 2022 ---- (5 anos) -----> 2027 ------> 2032
2 Senadores: 2018 ---- (9 anos) -----> 2027 ---- (5 anos) ----> 2032
1 Senador: 2022 ---- (5 anos) ----> 2027 -----> 2032
A
Câmara também mudou a idade mínima para eleição de deputados,
governadores e senadores. Agora a idade mínima para ser eleito deputados
estadual ou federal passa a ser 18 anos. Para governadores e senadores a
idade mínima passou a ser de 29 anos.
Outra
mudança foi a data de posse do presidente e governadores. Pela proposta
aprovada a data de posso dos governadores será no dia 4 de janeiro e do
presidente da república será no dia 5 de janeiro. Como o mandato da
presidente Dilma Rousseff terminará no dia 1º de janeiro de 2019, nos
primeiros cinco dias do ano a Presidência da República será exercida
conforme a ordem de sucessão prevista na Constituição: presidente da
Câmara dos Deputados; presidente do Senado Federal; e presidente do
Supremo Tribunal Federal (STF).
Essa mudança
também serve para evitar que a população participe das solenidades de
posse. Como elas acontecerão em dia útil as posses serão marcadas pela
ausência de população.
Na próxima semana a
votação continua. Ainda falta a cota de mulheres e a fidelidade
partidária. Depois as propostas que obtiveram mais de 308 votos serão
votados em segundo turno na Câmara. A previsão é que até julho todo o
processo esteja concluído e ele seja discutido no Senado.
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