Temer esteve com Cunha, em reunião no Jaburu. Aliados de Cunha produzem nota contra Teori
Fonte: Broadcast Estadão
Numa reunião no Palácio do Jaburu, lideranças de partidos na Câmara produziram uma nota contra a decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, de suspender o mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O encontro contou a presença do vice-presidente Michel Temer em parte da conversa que durou cerca de duas horas. O documento deve ser divulgado ainda nesta tarde
Conforme o Estadão apurou, Temer opinou sobre o teor da carta que fala em "desequilíbrio institucional entre os poderes da República". Ele, no entanto, não apoia formalmente o documento que faz duras críticas à decisão do ministro do STF e deixa no ar até uma ameaça. "A manutenção (da liminar) pode acarretar consequências danosas e imprevisíveis para a preservação da higidez da democracia do Brasil."
Participaram do encontro no Jaburu os líderes das bancadas Jovair Arantes (PTB), Paulinho da Força (SD), e Leonardo Picciani (PMDB). Também marcaram presença os deputados Baleia Rossi, presidente do PMDB de São Paulo, e Maurício Quintella, ex-líder do PR na Câmara. Aliados e articuladores de Temer, o ex-ministros Geddel Viera Lima e Eliseu Padilha também ajudaram no texto.
Os deputados estavam "indignados" com Teori e aventaram até a possibilidade de "descumprir a decisão", mantendo Eduardo Cunha como presidente da Câmara à revelia do Supremo. Temer, porém, ponderou que era preciso "respeitar a decisão de Teori". O vice-presidente não assina a nota.
A assessoria de Comunicação da Vice-Presidência da República afirma que Temer "não avalizou ou apoiou" o documento e que simplesmente respeitou a decisão dos deputados em divulgá-lo. A assessoria ressaltou ainda que é comum parlamentares usarem o Palácio do Jaburu para se reunirem.
O texto final e as assinaturas da nota ainda não foram concluídos. Confira trecho obtido pelo Estado. "Recebemos com elevada preocupação a notícia que de um ministro do Supremo Tribunal Federal, em decisão monocrática, determinou o afastamento do presidente de um poder da República e de um parlamentar federal em pleno curso do seu mandato."
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Michel Temer e Eduardo Cunha – 2015. Foto: André Dusek/Estadão |
Conforme o Estadão apurou, Temer opinou sobre o teor da carta que fala em "desequilíbrio institucional entre os poderes da República". Ele, no entanto, não apoia formalmente o documento que faz duras críticas à decisão do ministro do STF e deixa no ar até uma ameaça. "A manutenção (da liminar) pode acarretar consequências danosas e imprevisíveis para a preservação da higidez da democracia do Brasil."
Participaram do encontro no Jaburu os líderes das bancadas Jovair Arantes (PTB), Paulinho da Força (SD), e Leonardo Picciani (PMDB). Também marcaram presença os deputados Baleia Rossi, presidente do PMDB de São Paulo, e Maurício Quintella, ex-líder do PR na Câmara. Aliados e articuladores de Temer, o ex-ministros Geddel Viera Lima e Eliseu Padilha também ajudaram no texto.
Os deputados estavam "indignados" com Teori e aventaram até a possibilidade de "descumprir a decisão", mantendo Eduardo Cunha como presidente da Câmara à revelia do Supremo. Temer, porém, ponderou que era preciso "respeitar a decisão de Teori". O vice-presidente não assina a nota.
A assessoria de Comunicação da Vice-Presidência da República afirma que Temer "não avalizou ou apoiou" o documento e que simplesmente respeitou a decisão dos deputados em divulgá-lo. A assessoria ressaltou ainda que é comum parlamentares usarem o Palácio do Jaburu para se reunirem.
O texto final e as assinaturas da nota ainda não foram concluídos. Confira trecho obtido pelo Estado. "Recebemos com elevada preocupação a notícia que de um ministro do Supremo Tribunal Federal, em decisão monocrática, determinou o afastamento do presidente de um poder da República e de um parlamentar federal em pleno curso do seu mandato."
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