quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Concessões dos aeroportos: ao invés de informar mídia busca confundir

Aeroporto de Guarulhos que, ao contrário do que diz a imprensa,
não foi privatizado

Nesta segunda feira, 6, três aeroportos internacionais tiveram, leiloados, a concessão para a iniciativa privada. Governador Franco Montoro (Guarulhos), Viracopos (Campinas) e Presidente Juscelino Kubitschek (Brasília), arrecadaram para os cofres público R$ 24,5 bilhões, isso dá metade do que foi cortado no orçamento de 2011 pela União.

Ao contrário do que a imprensa tentou alardear isso não foi a volta das privatizações. Colunistas, do PIG (Partido da Imprensa Golpista), tentaram até dizer que a presidenta Dilma enganou os eleitores ao dizer que não iria fazer privatizações.

Acontece que o modelo adotado nos aeroportos não é uma privatização e uma concessão e a imprensa só não mostrou a diferença porque não tem interesse em informar.

Primeira questão: Os três aeroportos, e talvez outros, não foram vendidos, foram “alugados” para a iniciativa privada. Se há algum questionamento a ser feito é por que acha que não deva existir uma Parceria Pública Privada, mas aí é outra história. A INFRAERO continua detentora de 49% do capital dos aeroportos concedidos e, num prazo que vai de 20 a 30 anos, ele voltam para o controle do Estado.


Segunda questão: Numa privatização como foi com a Vale, CRT, Embratel, entre outras, o Estado, na Era FHC, abriu mão de todo um setor (mineração, comunicações, siderurgia) e não ficou com nenhuma parcela dessas empresas.

Terceira questão: Nesse modelo há um cronograma de investimento que deve, inclusive, seguir uma ordem. Algumas obras de infraestrutura devem vir antes das outras. Se isso não acontecer os aeroportos podem voltar para a mão do Estado novamente. Passado o tempo do contrato todas as melhorias feitas retornam para o patrimônio público agregando valor aos empreendimentos. Isso é bem diferente do que FHC fez, se alguém maluco o suficiente gastasse milhões para comprar a CRT e fechar ela no dia seguinte, isso podia acontecer. Isso é tanto verdade que as telefônicas são campeãs em reclamações e as “agências reguladoras” pouco fazem.

A propósito a melhor explicação que a grande mídia deu sobre as concessões dos aeroportos estava na coluna “para o seu filho” que é um resuminho da notícia para crianças, que é publicado junto com matérias de densidade na Zero Hora. Parece que para crianças a RBS não precisa mentir, ou não pode já que elas sempre sabem quando um adulto mente.


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