quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Retrospectiva 2012 - Parte 1

Começaremos a publicar uma série de reportagens sobre as postagens de maior destaque no Polenta News durante todo o ano de 2012. Serão 5 matérias ao todo. Sabemos que todas as retrospectivas fazem um balanço bastante superficial, para evitar isso estamos colocando junto os links para as matérias originais para quem quiser se aprofundar mais sobre o assunto. Boa leitura.

Janeiro
O "fiel escudeiro" do gonverno Sartori, na Câmara de Vereadores, começou o ano ganhando um prêmio. Foi nomeado Secretário de Obras. A estada na secretária foi curta, somente até o final de março, mas foi o suficiente para construir as "bases" para a sua reeleição em outubro. Entretanto nem tudo eram flores na administração municipal. Uma decisão da justiça derrubou uma lei, aprovada em 2008 com apoio da bancada governista na Câmara, que incorporava ao salário do servidor o CC que ele tivesse tido antes de passar em concurso público. A lei servia, quase que unicamente, para beneficiar cargos de confiança da administração Sartori.

A Secretaria de Turismo também foi destaque em janeiro. Primeiro foi a notícia da exclusão de Caxias do Sul dos roteiros turísticos indicados para a Copa de 2014. Depois de muito disque-disque acabou vencendo a versão de que Caxias seria contemplada em uma "segunda listagem". O fim da história é que a nossa cidade não será um dos roteiros principais para receber turistas para a Copa de 2014 situação que não tende a melhorar. Outro caso que mereceu destaque foi a contratação de parentes dos CCs da Secretaria de Turismo como terceirizados. Essa denuncia aconteceu ainda em 2011, porém a prefeitura colocou panos quentes na história. O Ministério Público disse que havia indícios de irregularidades. Até agora o caso não deu em nada.

Faltava pouco tempo para começar a Festa da Uva e a divulgação do envento estava pífia. A cidade não estava decorada e, as rádios e jornais, não estavam recebendo anuncios. Partiu uma chiadeira generalizada e para fazer um arremedo a Comissão Comunitária resolveu espalhar umas plaquinhas pela cidade. Esse era só o começo de uma desastrada divulgação/decoração que a festa teve.

O meio ambiente também ganhou destaque nesse começo de ano. Uma ação de ONGs ambientais acabou embargando o corte de árvores da área de formação do lago do Marrecas. Numa campanha Pró Governo o jornal Pioneiro chegou a criar um movimento contra essa ação. Nós fizemos o contraponto responsável ouvindo a outra parte da questão. Na mesma época, na calada da noite, a Codeca espalhava alguma substância química nos meio fios das calçadas. A Codeca nega que tenha sido uma capina química mas até agora não disse o que era e a cena não voltou mais a acontecer.


 Fevereiro
A Câmara de Vereadores começou o ano tentando retirar os direitos de idosos e estudantes. Um artigo entre uma dezena de outros que modificava a Lei Orgânica de Caxias do Sul, retirava o benefício do passe livre, para quem tem entre 60 e 65 anos, e a meia passagem para estudantes.  Por força da mobilização desses dois setores o projeto não foi votado. Entretanto corria nos bastidores uma Ação de Inconstitucionalidade promovida pela prefeitura que, foi julgada procedente, e as pessoas entre 60 e 65 anos perderam o direito ao passe livre, que só foi mantido por que era época eleitoral.

Outro fato que marcou o ínico do ano legislativo foi a tentativa do vereador Harty Moises Paese, aquele que falsificou atestados médicos, tentar voltar depois de ter renunciado. Ele não consegui renunciar, também não foi punido.

Continuando a pauta do meio ambiente a Assembleia Legislativa promulgou um projeto de lei que permite a "queimada controlada". Como o governandor Tarso Genro não vetou o projeto foi sancionado pela Assembleia. De autoria de vários deputados, entre eles, Alceu Barbosa Velho (PDT) e Maria Helena Sartori (PMDB) a lei teve vida curta. Em menos de um mês foi considerada inconstitucional pela justiça gaúcha.

Na esfera política havia uma grande movimentação. O PT e o PRB selaram aliança para as eleições de outubro. Um jantar, na casa de Alceu Barbosa Velho (PDT), reuniu representante de 19 partidos. O que ninguém imaginava é que a conversa que teve nesse jantar foi gravada e foi revelada a toda a população a proposta de que cada partido que integrasse a aliança, em torno de Alceu, receberia um CC8. Já com os Democratas o clima esquentou. Um bate boca, pelo Facebook, expos um racha no partido. João Magneli Neto, que alguns meses depois ajudaria a refundar a Arena, discutiu com Milton Corlatti, que iria ser candidato a prefeito pelo DEM.

No campo da austeridade pública estavamos indo de mal a pior. Noticiamos, com exclusividade, a contratação da neta do subprefeito de Santa Lúcia do Piaí como estagiária da subprefeitura. Uma publicação da Secretaria de Saúde trazia foto e saudação do prefeito e da secretária num claro desrespeito ao princípio da impessoalidade da administração pública. Como valia tudo para fazer propaganda a Secretaria de Turismo, que já tinha envolvimento com outros problemas, licitou 1500 troféus para premiação de laço e assemelhados.

A Festa da Uva foi um misto de apatia e barracos. Uma discussão que se arrastava desde 2011, quando algumas candidatas pediram, inclusive na justiça, para verem as notas do concurso, terminou numa cena constrangedora quando uma delas não pode subir no carro das embaixatrizes e teve que desfilar a pé. Além de não encanterem o "trio de soberanas" acabou ganhando status oficial quando assinaram ordens de serviço de obras do Marrecas. Tudo para garantir umas fotinhos a mais nos jornais.

A verdadeira festa popular brasileira, o carnaval, tinha vivido momentos bem ruins nos anos passados. Esse ano a coisa começou a "entrar nos eixos". Faltou dinheiro, faltou estrutura, faltou vontade política, faltou organização das escolas e quase faltou escolas para desfilar. Porém a maracutaia no uso do dinheiro pelas escolas acabou, ou foi muito diminuído.

E o tempo aprontou das suas esse ano. Um temporal, que durou poucos minutos alagou grande parte da cidade e revelou que o poder público não está nem um pouco preparado para situações como essa. Foram anunciadas obras emergenciais para evitar novos alagamentos. Porém, no final do ano um temporal, felizmente de proporções menores, causou estragos semelhantes pois as obras não tinham sido realizadas.

Março
Março reserva duas "bombas" na política. A primeira é o anuncio de Pepe Vargas (PT) como novo Ministro do Desenvolvimento Agrário o que resulta a saída dele da disputa para a prefeitura de Caxias do Sul.  A situação não foi uma benção e sim uma tragédia. O PT demorou para se organizar, indicou Marisa Formolo como candidata que acabou desistindo também abrindo espaço para Marcos Daneluz. Em Brasília, o "paladino da ética" é pego no flagra. Demóstenes Torres (DEM) era o office boy de Carlinhos Cachoeira, um contraventor que foi flagrado e preso por uma operação da Polícia Federal. Além disso Cachoeira tinha fortes ligações com a revista Veja a ponto de escolher, inclusive, quais editorias seriam publicadas as matérias por ele criadas. Uma CPI foi criada e a oposição ao governo Dilma conseguiu rejeitar o relatório final que trazia o indiciamento de dezenas de pessoas.

O governo municipal conseguiu aprovar uma série de projetos que desagradou os servidores públicos. Os projetos criaram o RTC (Regime de Trabalho Complementar) que é pior do que o que existia antes e criou, também, uma duplicidade de planos de cargos e salários. As duas medidas acabaram, segundo a visão do Sindiserv, jogando na lata de lixo o estatuto do servidor público. Na saúde houve a aprovação de um regime de salário e horários para os novos médicos que, na prática, irá baixar o salário de quem entrar por concurso público.

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