quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Qual inteligência estamos valorizando?

Estudos apontam que os seres humanos são capazes, basicamente de desenvolver 7 tipos de inteligência: linguística, lógico-matemática, motora, espacial, musical, interpessoal e intrapessoal.

A inteligência interpessoal relaciona-se com a capacidade do ser humano desenvolver a empatia, ou seja, ser capaz de colocar-se no lugar do outro.

Quanto mais analiso esse mundo louco e individualista que vivemos, mais me convenço de que pouca atenção damos à nossa capacidade de desenvolver e exercitar a empatia. Por não nos colocarmos no lugar do outro, a sociedade hoje está reduzida a relações extremamente duras e implacáveis. Dessa forma, os estereótipos e as análises superficiais acabam norteando as relações:

"São todos uns drogados, marginais. Merecem morrer!"
"Bem-feito pra ele/a. Mereceu!""Ela deve gostar de apanhar. Por que não sai de casa?"
"Ele é um sacana. Tomou tal atitude e agora vai ter que aguentar as consequências!""Na hora de fazer foi bom. Agora quer abortar?"
"Os programas sociais só ajudam os vagabundos. Vão trabalhar!"

Esses são alguns exemplos de expressões que são usadas cotidianamente pelas pessoas. Mesmo de forma singela pode-se observar a dificuldade dos seres humanos analisarem a vida a partir do olhar dos outros.

E isso gera todo o individualismo e umbiguismo em que vivemos. A ausência de solidariedade, de fraternidade provém dessa forma de vida atual, em que todos avaliam o mundo apenas sob o seu ponto de vista, sob o seu próprio conceito. Assim, generaliza-se que todas as atitudes tomadas pelas pessoas são desencadeadas por interesses vis e indignos e não porque elas possuem uma vivência e experiência de vida.

Na política, essa forma de ver o mundo afeta-nos diretamente. Entre partidos, por mais que se queira trazer a lucidez para todas as decisões, há divisões muitas vezes estabelecidas entre o "bem" e o "mal".

Dentro dos partidos, as visões diferentes e algumas atitudes, que muitas vezes são equivocadas, também afastam a possibilidade de se analisar a conjuntura de forma fraterna e solidária.

Uma lástima, pois cada vez mais nos digladiamos com sangue nos olhos, tendo a certeza que a nossa própria visão é a mais correta.

Ingenuidade a minha? Pode ser... mas prefiro ficar com Che:
Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.

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