Por Vanessa Gil, Paula Cervelin Grassi, Raquel Duarte, Cíntia Barenho* O Brasil é um país formado por um histórico de imigrações. Primeiro a forçada, através da escravização de seres humanos vindos da África. Depois, por europeus que viam nesse país de dimensões continentais a possibilidade de uma vida longe da fome, da miséria e de todas as marcas da violência impostas pelo desemprego do século XIX e mais tarde por duas grandes guerras. Aqui no Rio Grande do Sul, por exemplo, para instalar os europeus que viriam substituir o trabalho escravo, os Kaingangs foram expulsos da região da Serra. Não foi um processo fácil para nenhum dos envolvidos. Ninguém atravessou o Atlântico porque gostava de papagaios. Atravessaram porque suas condições materiais assim exigiam. Encontraram um país que se estruturou sobre a escravidão e o foi o último a aboli-la. Aqui, trabalho era coisa de negro, e, por consequência, de pobre. Só uma coisa era menos nobre do que trabalhar, ser negro/a. Negro/a e...
Caxias do Sul é uma das principais cidades que "recebem" imigrantes mundo afora. Há 140 anos, foram os imigrantes italianos, e ao longo desses anos, poloneses, alemães, franceses, espanhóis, português. Imigrantes do velho mundo: a Europa. Mas, antes dos 140 anos da imigração italiana, por aqui passaram, no chamado "Campo dos Bugres", padres jesuítas, "bandoleiros" da coroa portuguesa e espanhola, e outros, colonizando o Brasil e enfrentando os verdadeiros donos dessas terras: os índios. Não menos importantes, os negros descendentes da escravidão, também ajudaram a miscigenação dessa região e com seus braços ajudaram o desenvolvimento da serra gaúcha. Na história contemporânea, a migração de regiões como da fronteira e dos Campos de Cima da Serra são bastante frequentes. Caxias recebe cerca de 30 mil novas famílias/ ano dessas regiões. Nesse último período, a cidade vem convivendo com novos imigrantes, os haitianos, ganeses e senegaleses. Segun...
Antonio Feldmann (PMDB) é um fanfarrão, disso eu tenho certeza. O secretário municipal de cultura e, interino, na saúde, tem passado seu tempo de interinidade produzindo manchetes para os meios de comunicação sem, contudo, gerar nenhuma ação. Na sua curta estada já fez relatos sobre o número de UBS (Unidades Básicas de Saúde) no município, uma coisa corriqueira, mas tratada como manchete pelo Pioneiro. Na última semana saiu com mais uma. O secretário substituto apresentou um dado que, no mês de dezembro, 62% dos casos atendidos pelo Postão 24 horas não são de urgências e essas pessoas deveriam ter procurado as UBS antes, pois se tratavam apenas de consultas. O secretário até postou uma ilustração sobre o assunto (imagem ao lado). Obvio que deve haver uma grande conscientização da população para que procure um pronto socorro somente em casos de urgência, na verdade esses pacientes passam por triagem (é assim que o secretário substituto conseguiu a informação) e os casos mais urgente...
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