terça-feira, 11 de outubro de 2011

Obras do “terceiro andar” serão suspensas?

Há muito tempo o prefeito Sartori refere-se ao “terceiro andar”, ou seja, a terceira eleição do projeto de governo, e coligação, que o elegeu em 2004. Para que isso acontecesse seria necessário que o PMDB aceitasse o acordo, informal, onde apoiaria no nome do PDT, no caso Alceu Barbosa Velho. Como o próprio prefeito disse que só discutiria sucessão depois da Festa da Uva, em março do ano que vem. Como, em política, o mais lento tira pinta de onça com benzeno, esperar até o ano que vem é tempo demais.

O PDT já lançou seu candidato, o Alceu, e os outros partidos da base já estão se mobilizando e lançando candidaturas. A grande surpresa pode ser o DEM, que apesar de estar praticamente fechando no resto do país, em Caxias, ganhou um reforço com a filiação do Milton Corlatti, ex-presidente da CIC. Fica a pergunta no ar, ele será o representante do consevadorismo? Rachando ainda mais a base do governo surge a candidatura de Renato Nunes (PRB) e possíveis indicações do PP e do PPS. No caso do PPS, um partido que já foi comunista, a iniciativa é mais para “ganhar preço” em alguma coligação pois não há nenhum nome com densidade eleitoral para a disputa. Já o PP tem o tencionamento, por parte da Senadora Ana Amélia Lemos, de lançar uma candidatura própria. O mais cotado, nesse caso seria o atual secretário do Desenvolvimento Econômico, Guila Sebben.

Outro partido da base que pode “rachar” com o governo é o PSDB. O principal nome do partido é o vereador Daniel Guerra, porém ele enfrenta forte resistência interna por conta das posições, as vezes distoantes, da base do governo. Ainda tem o PSB, que concorreu em 2008 coligado na proporcional com o PMDB. Seu único vereador, Eloi Frizzo, é suplente. Ele assumiu por conta do governo chamar vereadores eleitos para seu governo.

Do lado do PMDB há também uma resistência em ceder o poder ao PDT, fiel aliado de oito anos. O nome que surge com mais força é o do vereador Mauro Pereira, porém como ele não faz parte da “aristocracia” peemedebista, há um forte movimento para sepultar a sua candidatura. Outros nomes como o do Secretário de Cultura, Antônio Feldmann não apresentam densidade eleitoral suficiente para emplacar.

Nesse final de semana surgiu uma nova candidatura, também da base de sustentação do governo. O PRP lançou o polêmico, para dizer o mínimo, Cassiano Fontana, o Amerelinho. Nesse caso sua candidatura tem mais chances de ser folclórica do que real. Mas mesmo assim pode ter algum peso na “negociação” por cargos no segundo turno. Por conta disso é, quase impossível, que a mesma coligação que elegeu o Sartori se mantenha.

A oposição

A oposição vem com dois nomes. Com maior peso e prestígio tem o nome do ex-prefeito e atual deputado federal, Pepe Vargas, do PT. Apesar de haver mais dois pré candidatos dentro do mesmo partido, Marisa Formolo (deputada estadual) e Marcos Daneluz (vereador) a tendência é pela candidatura do Pepe. A oposição vem com força nessa eleição. Em 2008 o embate entre Pepe e Sartori acabou virando, por conta do discurso majoritário, com auxílio da mídia, de que tanto fazia quem era o eleito, pois os dois seriam bons nomes. Passado quatro anos e muitas mancadas depois, nota-se o como foi enganoso esse discurso.

Outro nome apresentado pela oposição seria o do, também deputado, Assis Melo, PCdoB. Vindo de uma expressiva votação, na cidade, para deputado federal, Assis tenta seguir o caminho, da sua colega de partido Manuela D’Ávila, que concorreu a prefeita de Porto Alegre, em 2008, e agora concorrerá novamente. Há uma pressão, por parte do PCdoB, para que o PT apóie a comunista na capital, onde haveria, em Caxias, o apoio do PCdoB para o PT.

Ainda teremos o PSOL que ainda não definiu seus pré candidatos. Dentre os nomes detacam-se o do Luiz Fernando Possamai e Arino Maciel. O PSOL ainda tem uma estrutura muito pequena na cidade, a candidatura tem mais sentido como construção partidária do que como disputa eleitoral.

No final a maioria das candidaturas das candidaturas é de mera construção, ou na pior das hipóteses, como moeda de barganha para garantir cargos numa coligação em segundo turno. É esperar para ver.

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