segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Coisas que as vezes não nos damos conta

Hoje vi um técnico na Oi consertando um "orelhão". Esse fato me fez refletir (é interessante como pequenas coisas podem levar a reflexões), como há coisas que uma vez eram importantes para nós e hoje nos passam desapercebido.

Telefones público é uma delas. Hoje, numa país, onde há mais telefones celulares que habitantes, principalmente nos grandes centros pensar em telefones públicos parece uma coisa distante. É claro que em outras regiões do país e, até mesmo de Caxias, eles são bastante necessários, e ainda bem que havia um técnico fazendo reparos em um que estava estragado.

Entretanto, mesmo tendo possibilidades de termos um celular a hora que quisermos, ou melhor dizendo a hora que comprarmos, isso não quer dizer que a nossa vida ficou mais fácil para fazer as ligações. Até o início da década de 1990 ter um telefone era algo extremamente caro. Você necessitava entrar em uma lista de espera enorme. A privatização acabou com a fila, mas salgou no preço. Tanto que é muito comum as pessoas terem dois, três, até quatro operadoras diferentes, no mesmo celular, para aproveitar uma vantagem ou outra das operadoras.

Ficou mais fácil ter uma linha de telefone, mas e quanto as reclamações? As companhias de telefonia lideram o ranking do Procon em reclamações dos consumidores e isso tem feito que elas melhorem?

Não!

Como há uma massa enorme de clientes perder um ou dois, mesmo que seja um ou dois mil, faz muito pouca diferença. As dezenas de empresas que fariam concorrência, coisa que era tida como a pedra filosofal dos defensores da privatização, viraram em 4 grandes empresas que controlam o mercado, e, praticamente exercem os mesmo preços, promoções, com poucas variações.

Quando formos falar em banda larga então a situação é ainda pior. Pagamos uma das bandas largas mais caras e piores do mundo. E é tudo privado. Agora, com o programa do governo federal, Internet para Todos, existe uma possibilidade de um acesso mas barato de internet, mas ainda o programa é bastante tímido.

O governo, neoliberal da época, fez uma escolha, errada, de deixar as estradas do futuro, os cabos de transmissão de voz e dados nas mãos da iniciativa privada. Hoje estamos tão acostumados a um sistema que não é eficiente que nem achamos ele tão ruim assim. Isso acontece com uma série de serviços públicos, que as vezes, mesmo que estejam em greve ou não faz pouca diferença.

Podemos fazer uma promessa de ano novo coletiva?

Vamos começar a analisar melhor os serviços prestados a nós cidadãos, para que não acabemos resignados com o que está nos sendo oferecido. O que vocês acham?

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