quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Brasil vem deixando a miséria para trás

O Brasil vem superando uma de suas maiores mazelas, a miséria extrema. Isso é tão impactante que a Zero Hora fez uma reportagem especial sobre assunto em sua edição dominical (18/02). É claro que o jornal não se aprofundou nas razões desse fato, nem detalhou os números apresentados. Ficou apenas nas entrelinhas, mas vamos aqui abordar com mais profundidade esse movimento.

O que é extrema pobreza?

É considerado pobreza extrema quem recebe até R$ 70,00 per capita. Em 1995 11,21% dos brasileiros estava nessa condição. Em 2009 são apenas 5,17%, ou seja, houve uma redução de mais de 50% nessa faixa. Desde que o Bolsa Família foi criado, em 2004, e até 2009, 6,3 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea .

Outro dado importante é dado pela Fundação Getúlio Vargas, FGV. Segunda a fundação 48,7 milhões de pessoas entraram nas classes A, B e C no Brasil, entre 2003 e 2011, um crescimento de 47,9%. Em resumo, durante o governo Lula, quase 50 milhões de pessoas mudaram drasticamente suas vidas. E onde você leu isso? Só aqui no Polenta News (lei a o artigo “O Losango substituiu a Pirâmide").

Mudança de ações governamentais mudam a vida das pessoas

Durante toda a era FHC, de 1995 a 2002, a pobreza extrema caiu apenas 1,73 pontos percentuais. Atingia 11,21% dos brasileiros, em 1995, e, em 2002, 9,48% estavam nessa situação. Entretanto durante os 8 anos do governo Lula a pobreza extrema caiu quase pela metade, chegando, em 2009, ao menos índice até então: 5,17%. Todos os pesquisadores da área atribuem isso a dois fatores. O Bolsa Família que deu condições mínimas de sobrevivência para milhões de pessoas e ao aquecimento da economia, gerado, principalmente, pelos altos investimentos governamentais em obras públicas que fizeram a economia crescer, no Brasil, mesmo durante a forte crise econômica de 2008.

O Brasil não ficou só menos pobre, ele ficou mais rico.

Outro dado importante foi a evolução da renda dos brasileiros. Segundo dados do Banco Mundial, a renda média por brasileiro, por dia, em 2008 era de US$ 12,10 (R$ 20,59 por dia ou R$ 617,70 por mês, em valores atuais). Em 1995 esse valor era de US$ 7,30 por dia, por pessoa.

Aqui podemos notar, também, as diferenças entre os governos FHC e Lula. Durante os 8 anos do governo de Fernando Henrique Cardoso a média salarial diária subiu apenas US$ 0,90. Passou dos US$ 7,30, em 1995 e foi para US$ 8,20, em 2002. Um crescimento é verdade, mas bastante tímido se comparado aos 6 anos seguintes do governo Lula. Saímos dos US$ 8,20 e fomos para os US$ 12,10, um crescimento de quase 50%! (veja gráfico).



Essa mudança toda atingiu em cheio, a mente da elite econômica brasileira. Durante dezenas de anos ela foi responsável pela manutenção da miséria do povo brasileiro. Essa mesmo elite não consegue admitir, até hoje, que em pouco tempo, tantos milhões de pessoas melhoraram de vida. Em apenas 8 anos dois mitos do neoliberalismo foram enterrados. O primeiro deles, que remonta a era Delfim Neto era de que o bolo precisava crescer para depois ser dividido. O outro era dos economistas da era FHC que diziam que o Estado não podia intervir na economia para promover desenvolvimento.

Durante o governo Lula o bolo não só cresceu, como foi dividido ao mesmo tempo, com distribuição de renda, bem como só cresceu porque o Estado investiu pesado em obras públicas que fizeram a economia andar em efeito cascata.

A prática provou que o modelo neoliberal é um modelo falido.

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