terça-feira, 20 de março de 2012

Aprovação do reajuste de 76,68% para os professores: melhor opção tática


Foto: Bruno Alencastro/CPERS
O Editoral do jornal eletrônico Sul 21 faz a afirmação que está no título. A proposta que vai a votação hoje na Assembleia Legislativa, contempla um reajuste de 23,51% que é a primeira parte, que até 2014, representará 76,68% de reajuste segundo proposta apresentada pelo governo Tarso. Evidentemente que, mesmo assim, o valor não alcançará o piso nacional, mas é o maior reajuste salarial da história do magistério gaúcho.

Se compararmos com os dois governos anteriores, Rigotto (PMDB) e Yeda (PSDB) a proposta do governo Tarso (PT) é quase o dobro do que foi concedido nos últimos 8 anos. Durante o governo Rigotto o reajuste do magistério perdeu para a inflação (19,79% de reajuste contra 26,53% de inflação). Durante o governo Yeda houve um minúsculo ganho real de 2 pontos percentuais (26,18% de reajuste para uma inflação de 24,12%). Com uma inflação prevista de 28% até 2014 o governo Tarso dará um ganho real de quase 300%!

Veja gráfico abaixo:


Chegou o momento de deixar de lado as disputas políticas. Mais do que a disputa de posições, entre governo e oposição ou entre defensores do pagamento do piso nacional do magistério com a manutenção do plano estadual de carreira e os que entendem a necessidade de alteração do índice de reajuste do piso e/ou da carreira do magistério, o que precisa ser considerado agora é o ganho imediato possível de ser concedido aos professores.

Nessa história toda há muito oportunista de plantão. A oposição ao governo Tarso na assembleia (PP, PSDB e DEM) fazem o jogo oportunista para tentar embretar o governo. Eles não estão nem um pouco interessados no pagamento do Piso Nacional, até porque, a governadora Yeda, do PSDB, entrou na justiça questionando a constitucionalidade do Piso.

Há outra ameaça eminente. Existe a possibilidade de um movimento para a retirada do quorum e, com isso, impossibilitar a aprovação do reajuste e ai quem perde? Perde o professor que, preso a uma disputa inconsequente do seu sindicato ficará sem reajuste de salário.

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