quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Segundo turno em Caxias é fundamental para a democracia

A pesquisa Ibope divulgada hoje demonstra o crescimento de duas candidaturas, por coincidência ou não, na mesma escala. Enquanto o candidato Alceu Barbosa Velho (PDT) subiu de 41% a 47%, Marcos Daneluz (PT) cresceu de 11% para 15%. 

A situação, juntamente com a grande mídia, já comemoram a possibilidade de vitória no primeiro turno. Porém na situação em que são postas a disputa eleitoral. Vencer no primeiro turno faz mal a democracia.

Dizemos isso pois não existem 5 projetos de cidade em discussão. Existem na verdade 2. Um deles, da situação, diz que nada deve ser mudado. Que tudo ficará como está e que considera Sartori eminência parda no próximo governo. O outro projeto é o da oposição, que acha que Caxias não vive num mar de rosa, que nem tudo é perfeito e que existe diversos problemas a serem resolvidos. A oposição apresenta 4 modelos de cidade, bem diferentes entre sí até.

Do lado da situação há a constituição de um conjunto de alianças, forjado muito na troca de favores, e que garantiu metade do tempo de tv e rádio. Os altos índices de aprovação turbinados pela imensidão de propaganda positiva. Inclusive uma análise parecida tem o colunista do Pioneiro, Marcio Serafim, em sua coluna de hoje. Ele diz:

"A situação está sendo muito eficiente em divulgar as realizações da prefeitura – nesse sentido, a campanha eleitoral complementa o que já fazia a publicidade oficial."

Grande verba publicitária (leia aqui) somada a um grande tempo de teve e rádio estão gerando uma falsa ideia de que Caxias do Sul é perfeita. A existência de um segundo turno. Com tempos iguais de propaganda eleitoral, tempos iguais nos debates (para que Alceu também não fique dizendo que é quatro contra 1 sempre), é fundamental para o debate democrático. Na verdade era exatamente isso que os legisladores queriam quando aprovaram a existência de dois turnos nas eleições.

O primeiro turno deveria ser o momento os partidos, e os candidatos, tem a possibilidade de expor seus programas "máximos", ou seja, a "sua cidade dos sonhos". No segundo turno é o espaço para a construção de unidades possíveis dentro das propostas. O que estamos vendo é justamente o contrário.

A tentativa de formar um bloco de pensamento único fez, inclusive, que uma candidatura de um campo que seria até aliado de Alceu fosse implodida. Falamos de Milton Corlatti (DEM) que amarga 2% das intenções de votos e tem reclamado, inúmeras vezes, que sofre boicote de setores empresarias que estariam sendo pressionados a ficarem do lado de Alceu.

As eleições podem até acabar no primeiro turno mas isso será muito ruim para Caxias. Evitar um segundo turno por preguiça de votar novamente é uma péssima demonstração de amor pela nossa cidade.

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