terça-feira, 27 de novembro de 2012

Colunismo do Pioneiro faz deserviço a sociedade

Comprar produtos roubados alimenta a rede criminosa
Não é de hoje que os colunistas do Burgueseiro (como apelidamos o Pioneiro aqui nesse blog) fazem um deserviço a sociedade. Afoitos a audiência, limitam-se a reproduzir o senso comum, que serve para vender mais jornal, que é o seu produto. Informação? Formação? Consciência? Deixa tudo isso de lado, queremos é vender jornal.

A coluna Mirante de hoje é um exemplo disso. Teve tanta bobagem escrita que vamos dividir em várias postagens para que o texto não fique muito longo.

A primeira é a tentativa de justificar um ato criminoso. Um empresário que praticou justiça com as próprias mãos, dentro de uma delegacia, em Passo Fundo. Logicamente algumas mentes depravadas vão achar que foi muito bem feito, que tinha que fazer isso mesmo, quem acredita nisso quer o fim da civilização e, provavelmente, não sobreviveria a um mundo de barbárie.

O caso de Passo Funto reflete a falência de vários sistemas:

O primeiro é que os presídios não tem função de ressocialização, são faculdades do crime. Enquanto não fizermos uma debate, profundo, sobre isso a situação não irá melhorar. Criminosos são impelidos pelos lucros fáceis e rápidos de algumas atividades criminosas. Eles são finaciados, principalmente, pelas pessoas que compram seus produtos roubados. Sejam eles celulares, veículos, peças, eletrônicos que estão muito, mais muito barato. Então tem muito "cidadão de bem" financiando o crime. Tem também o tráfico de drogas, que por serem ilegais geram muito lucro.

A segunda questão é a incapacidade das polícias de deixar alguém preso. Se uma pessoa armada com um canivete (estranho isso) entra numa delegacia e mata um preso, o que fará uma quadrilha armada? A expressão "a polícia prende e a justiça solta" não é toda a verdade. As possíbilidade de fugas são tão grandes que apenas "peixes pequenos", ou quem tem alguma "encrenca" na rua fica preso.

Na terceira questão temos a corrupção policial. O próprio exemplo ilustrado na coluna, de uma criança assassinada, filho de Keiko Ota (PSB/SP) foi morto por um policial militar que o sequestrou. Na maioria das quadrilhas, há sempre policiais envolvidos. A rede de corrupção é tão grande entre a polícia que é difícil exterminar esse mal. Porém isso fica relegado a segundo plano na crônica polícial. Os policiais bandidos são tratados com muita complacência. Deveria ser o contrário pois eles são armados e treinados pelo Estado para proteger o cidadão e não para virar bandido.

Por fim a quarta questão. A sensação de insegurança gerada pela mídia. Apesar dos jornais noticiarem crimes todos os dias o número de crimes violentos todos os dias eles foram o que menos aumentaram. O número de homicídios cresceu apenas 4% no Rio Grande do Sul, o de roubo (que tem violência contra a vítima) cresceu 15%. Em contrapartida os crimes contra o patrimônio sem violência as pessoas foram muito maiores. Os furtos aumentaram 25% e os estelionatos (crime que geralmente só envolve perda de patrimônio) subiram 36%.

Você pode dizer: -- Mas todos os crimes aumentaram então estamos mais inseguros?

Sim e não. Lendo as páginas dos jornais parece que se espremer sai sangue. Essa não é a realidade dos dados. Acontece que noticiar tragédia vende mais jornal.

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