terça-feira, 13 de novembro de 2012

O "caixa 2" que não aconteceu

Um fato que surgiu como uma "bomba" durante a campanha mostrou ser, na mais leve das expressões, um factóide. A denuncia levantada pelo promotor eleitoral Rafael Festa que haveria caixa 2 envolvendo a confecção de materiais das campanhas do candidato a prefeito Marcos Daneluz (PT) e dos candidatos a vereador Denise Pessôa, Rodrigo Beltrão, Vitor Hugo Gomes e Guivane Maria, todos do PT, Jaison Barbosa (PDT), Daiane Mello (PMDB) e Francisco Spiandorello (PSDB) foi julgada improcedente pelo juiz eleitoral Sérgio Augustin.

Já havia um rumor sobre esse fato ainda no final de julho. Porém ele veio a público somente depois que surgiram a representação, contra a candidatura de Alceu Barbosa Velho (PDT) pelo uso de máquina pública na campanha (que acabou gerando condenação e multa ao candidato, seu vice, ao prefeito atual e a coligação). Na época o Polenta News comentou sobre o fato (leia postagem completa aqui):

"Imagino a pressão que o promotor Rafael Festa está sofrendo nesses dias depois do pedido de cassação das candidaturas de Alceu Barbosa Velho (PDT) e Antonio Feldmann (PMDB).

[...]

Diferente dos casos que envolveram Alceu e Assis, a denuncia contra Daneluz não é pública, os dois anteriores teriam cometido irregularidades a olhos vistos. Aí, na inexistência de apresentação de provas pode-se chegar a conclusão de que a denúncia foi feita para que tudo fique como está."

E foi o que realmente veio a se confirmar. No caso não se confirmou que houve caixa 2 mas o prejuizo já estava feito. Dos 8 denunciados 3 se elegeram. Dos outros 5 pelo menos 3 podem argumentar, nem que seja busjetivamente, que tiveram as candidaturas prejudicadas por essa denuncias nos últimos 10 dias de campanha.

Ficou claramente demonstrado que houve uma pressão muito grande para que toda a sorte de denuncias fossem lançadas afim de amenizar a situação da candidatura situacionista. É importante ressaltar que de todo o conjunto de representações o candidato Alceu Barbosa Velho foi condenado duas vezes (aqui e aqui)por conduta vedada (que saiu com multas de R$ 60 mil reais) e mais uma vez por litigância de má-fé numa representação contra Milton Corlatti (DEM). A denúncia contra Corlatti foi improcedente. Contra Daneluz também e está em análise a questão de Assis Melo (PCdoB).

Resta ainda a candidatura mais condenada nesse processo o mistério sobre os conteúdos dos computadores apreendidos pelo Minstério Público e que ainda continua em segredo de justiça.

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