Polentinhas: Refundadora da Arena é bolsista do ProUni

Você pode até dizer e daí? E daí que o ProUni também é uma cota! São 8,5% das vagas do vestibular reservadas para o ProUni, pela nota do Enem. Prounista não faz vestibular (mesmo que tenha conseguido a bolsa depois nas vagas remanescentes elas não podem ser preenchidas por quem não tem o critérios de renda).

O ProUni veio regulamentar a filantropia no ensino superior. Antes dele as universidades faziam filantropia do jeito que queriam. Ele foi criado durante o governo Lula.

A contradição nesse caso está na própria gênese de refundação da Arena. Entre as tresloucadas propostas apresentadas estão a "a abolição de qualquer sistema de cotas raciais, de gênero, ou condições “especiais”". Vir de escola pública seria, logicamente, uma "condição especial", pois os alunos das escolas particulares são "discriminados".

Além, obviamente, de ser um programa do partido que eles se declaram "anti" (ser anti alguma coisa é o embrião do nazismo, mas isso é para outro post). O modelo educacional mais lógico segundo os conceitos de "direita" seria, então, o de financiamento estudantil, modelo fartamente aplicado nos Estados Unidos, e também no Brasil. Você pega um empréstimo, em banco privado, obviamente, pois na concepção da direita o sistema financeiro tem que ser regulado pelo capital e pagará, ao longo de 15, 20 anos seu curso superior.

O DEM entrou com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o ProUni. A presidente da Arena, que se diz da verdadeira direita é bolsista. Será que o Conselho Ideológico (ou Talibã) da Arena vai permitir tamanha contradição?

Duvidou da imagem? Confira no original (antes que ela mude) http://migre.me/bSdoL

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