sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Mudança de postura da Secretaria de Meio Ambiente

Essa cena poderá ficar no passado?
Nem parece um governo de continuidade. Em entrevista concedida ao jornal Pioneiro o novo titular da pasta, Adivandro Rech (PR), apresenta uma nova forma de gestão à frente da Secretaria. Apesar de apresentar alguma relutância ao afirmar que seguirá o que apontarem os estudos técnicos, Adivandro demonstrou sua contrariedade as podas da maneira como vinham acontecendo em Caxias. O secretário também apontou um caminho importante no sentido da implantação do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica e no Plano Diretor de Arborização Urbana.

Outra iniciativa que merece elogio foi a de não tentar encobrir o, ou os, responsável(is) pela morte de uma centena de pombas na praça Dante no mês passado. Também foi bastante firme ao, pelo menos, demonstrar que irá ficar atento nos casos de despejo irregular de dejetos nos rios de Caxias.

Quando ele fala sobre desenvolvimento sustentável e desenvolvimento econômico, o secretário aponta que irá agilizar a liberação de licenças ambientais. Essa pode ser uma contradição de sua gestão na pasta já que a liberação de licenças ambientais é geralmente atacam frontalmente a preservação ambiental pois é mais fácil, e barato, "compensar" o desmatamento em áreas que nunca são fiscalizadas do que adaptar os projetos.

Outra dificuldade pode aconter se ele bater de frente com as "vontades" da administração municipal em prol da preservação ambiental. Não podemos esquecer que o atual prefeito foi o responsável pela derrubada de 630 árvores nos pavilhões da Festa da Uva para a construção de uma cancha de rodeio para gaúchos de fim de semana. Foi emblemática, na época a frase de Alceu: "ou sai a cancha de rodeio ou saio do governo". Não podemos esquecer, também, as milhares de árvores que foram derrubadas para a construção do Marrecas quando havia estudos que apontavam um menor impacto ambiental.

Uma coisa é certo. Quem criticava duramente a política ambiental de Caxias e aí estavam as ONGs, que o Sartori tanto adiava porque atrapalhavam as vontades dele, estava absolutamente certas. A intenção, pelo menos no discurso, de mudar praticamente todo o modo como as coisas estavam acontecendo mostra que a política ambiental de Sartori era um desastre. Vamos torcer para que a situação melhore e que não seja apenas discurso de começo de gestão. Nos perdoem pelo ceticismo.

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