quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Quem banca a propaganda pós eleitoral?

Não é incomum, nessa período do ano, políticos fazerem nos jornais, rádios e até na televisão mensagens de agradecimento e boas festas. Tudo parece muito normal, mas será que é? Alguém já se perguntou de onde sai o dinheiro que paga essas mensagens? do bolso do político? de um grupo de amigos? de empresas?

A imagem ao lado mostra o que seria o exagero dessa política de "boas festas", um outdoor. Com a cara do vereador e agora secretário Washington a "mensagem" não traz nenhuma conotação "política" além de personalismo puro. Um caminhante poderia ne saber que ele concorreu nas últimas eleições. Parece que faz questão de não demonstrar que é filiado a algum partido, no caso o PDT. Essa atitude pode ser inclusive uma precaução para caso alguém faça a pergunta que fizemos. De onde saiu o dinheiro para pagar esse outdoor?

A resposta simples seria "do seu bolso" já que ele é uma pessoa muito bem de vida. A sua declaração de bens à Justiça Eleitoral mostra um patrimônio de mais de R$ 13 milhões. Isso demonstraria que ele teria dinheiro suficiente para bancar essa auto promoção, certo?

Errado!

Para nós salta aos olhos o abuso de poder econômico. A propaganda pós eleitoral não é fiscalizada por ninguém. Dos 4 anos de mandato de um vereador, ou prefeito, ou deputado, ou governador, somente 3 meses a "campanha eleitoral" é fiscalizada pela justiça eleitoral. Os outros 3 anos e 9 meses eles estão livres para gastarem o quanto quiserem, como quiserem e recebendo dinheiro de quem quiserem. Essa é a grande hipocrisia da nossa legislação eleitoral. Cabe ressaltar que outdoor não são nem permitidos na campanha eleitoral.

Nesses casos há uma grande conivência dos meios de comunicação, e da população em geral, com o fato. Tão "alertas" nas questões de transparência, a mídia é muito beneficiada com esse dinheirinho extra. Temos jornais na cidade, inclusive, que sobrevivem dessas publicações em datas festivas.

É por aí que tudo começa. Polítcios personalistas, interessados em suas "carreiras" e não não interesse público. Usando o que podem para se manter no poder. Enquanto nossa legislação permitir o voto em um candidato sempre teremos os personalistas, os aventureiros e os caricatos que nem sabem o que estão fazendo no parlamento, nesse caso, nem cumprirão o mandato a que foi eleito.

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