quarta-feira, 3 de julho de 2013

Procura-se: A cura para a insensibilidade médica

Foto: Manuela Teixeira
Hoje a classe médica está realizando paralisações e manifestações em todo Brasil. Por quê? Porque eles não querem que os médicos estrangeiros venham para o Brasil, conforme já anunciou a presidenta Dilma.

A desculpa é que esses profissionais são incompetentes e que não poderiam atuar no Brasil sem a revalidação do diploma pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida. Ok, dentro das normas brasileiras, todas as pessoas que se formam no estrangeiro tem que ter seu diploma revalidado no Brasil. Porém, o detalhe é que quem elabora o Revalida é o Conselho Federal de Medicina e, logicamente, a prova é dificílima. Dos 884 candidatos inscritos para a edição de 2012 do Revalida, apenas 77 terão o direito de exercer a medicina no Brasil.

O que a classe médica quer é manter a reserva de mercado aos pouquíssimos profissionais que existem hoje no Brasil. Os médicos reclamam que os salários pagos são baixos, o que não corresponde à verdade. Em Caxias do Sul, que paga na média, os médicos recebem inicialmente R$ 3.000,00 para trabalhar 20 horas semanais, sendo que jamais cumprem a carga horária.

A falta de profissionais é crônica e tem de ser resolvida. Os médicos estrangeiros tem sim de passar por alguma forma de avaliação, mas não podem ser impedidos de virem desafogar as longas filas de espera do SUS.

O plano do governo federal é criar programas de autorização especial para que os profissionais que se formaram fora do país só possam atuar na atenção básica, nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades.

O corporativismo médico não pode mais atingir a dignidade da população. Hoje, infelizmente, parece que os médicos não têm coração, não têm sensibilidade com um povo carente em todos os sentidos. Parece que a única coisa que lhes interessa é o $$.

Esperamos que o Pacto pela Saúde anunciado pela presidenta Dilma, faça a diferença, e que a médio prazo, a abertura de 11.947 novas vagas de graduação e 12 mil vagas em cursos de especialização e de residência médica propostos pelo governo acabem com o déficit desses profissionais.

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