sábado, 19 de outubro de 2013

Pedro, o pedreiro, morreu em busca de atendimento

Não faltou médico, não faltou estrutura, não faltaram exames, mas mesmo assim, Seu Pedro morreu sem ter um atendimento médico decente, em Caxias do Sul. Os médicos, todos formados no Brasil, receitaram um analgésico e mandavam ele para casa. Pedro morreu de um problema cardíaco que não foi diagnosticado.

Sua jornada na busca de alívio para uma dor forte entre a costela direita e o abdômen levou quatro dias. Começou na sexta-feira, dia 11, e só terminou na terça-feira, dia 15, quando ele faleceu.

Em todas as idas e vindas, ao Postão 24 horas, ele recebeu apenas analgésicos. Um raio-x feito ainda no sábado, dia 12, que não pode ser mostrado para nenhum médico porque não tinha mais ficha na Unidade Básica de Saúde, já apontava aorta alongada e aumento do volume cardíaco. Mesmo assim todos os médicos continuaram insistindo que o problema do Seu Pedro era de cálculo renal.

Na terça feira, não mais suportando as dores, ele volta ao Postão, recebe uma triagem para um caso de pouca urgência, mesmo com seus histórico, e morre do lado de fora, esperando atendimento.

O caso de Seu Pedro, infelizmente, não é o único. Casos de negligência e falta de atendimento se acumulam no Pronto Atendimento. A resposta das autoridades municipais é que as pessoas procuram o Postão "sem necessidade", mas como não fariam isso se não encontram atendimento nas UBS?

Seu Pedro procurou uma UBS para mostrar os exames, não encontrou atendimento. O Sindicato Médico de Caxias do Sul orienta os seus representados a não cumprirem a carga horária por que considera o salário muito baixo! Entretanto o mesmo sindicato gasta milhares de reais em campanhas para impedir que médicos estrangeiros atendam às comunidades carentes onde os médicos brasileiros não querem ir nem por R$ 10 mil por mês.

Quantos mais Pedros, pedreiros, carpinteiros, serventes, operários, deverão morrer nas filas por falta de atendimento?

Qual será a postura do sindicato médico ou do Conselho de Medicina tão preocupados, ultimamente que a população estaria mal atendida por médicos estrangeiros? Vai rolar um coorporativismo básico?

Abaixo escute uma entrevista feita pelo jornalista Fabio Carnesella, da Rádio Viva, com o médico Ronaldo Matia, diretor do pronto atendimento de Caxias do Sul. A Rádio Viva divulgou o fato ainda na quinta feira. 



Audio recording and upload >>

Um comentário:

  1. MEU PAI TMB FOI VITIMA DE UM MAU ATENDIMENTO DESTE POSTÃO , POIS CHEGOU AI COM DORES NO PEITO E FALTA DE AR ELE ESTAVA COM PNEUMONIA MAS AO MESMO TEMPO TINHA SEU CORAÇÃO FRACO MAS O MÉDICO DE PLANTÃO DISSE QUE ERA NORMAL A DOR QUE ELE SENTIA , EU IMPLOREI DIZENDO QUE NÃO QUE ELE ESTAVA MUITO MAL MAS NÃO ME DERAM OUVIDOS E EM POUCOS MINUTOS MEU PAI VEIO A FALECER DE PARADA CARDIORESPIRATÓRIA AI DO MEU LADO E ELES NAÕ FIZERAM NADA NEM ÓXIGENIO TINHAM COLOCADO SENDO QUE EU FALEI QUE ELE SENTIA MUITA FALTA DE AR !!!AMANHÃ FAZEM 2 MESES DO ACONTECIDO MAS NÃO CONSIGO ESUQCER DAQUELE DIA TÃO TRISTE VENDO QUALAS PESSOAS NÃO DANDO A DEVIDA IMPORTANCIA A UMA PESSOA IDOSA E TÃO DOENTE !!!!

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