sexta-feira, 18 de julho de 2014

Não está fácil a vida de Lasier Martins no PDT

Quando o porta voz do grupo RBS decidiu ser candidato a Senador (e afirmou que não iria concorrer a mais nenhum outro cargo a não ser esse), Lasier Martins (PDT) até podia achar que a vida, do outro lado das câmeras iria ser difícil, mas com certeza não achou que seria tanto.

Sem poder usar um microfone para distribuir a sua verdade pelo estado o candidato pedetista tem que enfrentar a oposição, de igual para igual com os adversários e ainda enfrentado resistência dentro do próprio partido.

Na última segunda feira uma reunião do PDT decidiu sobre a posição do partido, no Rio Grande do Sul, sobre a eleição presidencial. A decisão tomada foi que o PDT do estado ficará neutro em relação a eleição nacional mesmo que o PDT integre a aliança de apoio a Dilma Rousseff (PT).

Nessa reunião Lasier teria dito que, caso eleito, seria independente do partido e disse mais. Segundo Gilson de Brum, ex prefeito de Jacuizinho, que estava na reunião Lasier afirmou que quem quisesse votar nele que votasse, quem não quisesse que ele não estava nem aí. E que se quisessem expulsá-lo, podiam expulsar.

Lasier ainda afirmou que o prefeito de Caxias, Alceu Barbosa Velho (PDT), apoiava Dilma porque recebeu algumas coisinhas do governo federal. Essa última fala gerou cobrança, pessoalmente, por parte de Alceu no dia de ontem. Lasier e Vieira da Cunha, candidato a governador pelo PDT, visitaram o prefeito Alceu. Nesse momento o prefeito cobrou da Lasier a sua fala durante a reunião do partido e emendou:

"Eu apoio Dilma por convicção. Não é gratidão. É reconhecimento. O governo federal investiu mais de R$ 500 milhões em Caxias", afirmou o prefeito.

Preso em uma saia justa, Lasier tentou escapar dizendo que o jornalista, do Correio do Povo, havia interpretado errado sua frase, justamente a mesma explicação que ele ironizava quando trabalhava na RBS TV.

Além de tudo isso, uma grande parte do pedetistas, e brizolistas de um modo geral, não conseguem engolir o fato de um representante da grande imprensa, afiliada a Globo (empresa que o Brizola travou inúmeras batalhas) seja o representante do partido na eleição para o Senado. A faixa, que ilustra essa matéria, mostra muito bem isso.

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