Governo tucano radicaliza e greve dos professores continua

Acabou sem acordo a reunião realizada entre o governo do Paraná e representantes dos professores da rede pública estadual na tarde dessa terça feira (19). O governo do PSDB manteve a proposta de reajuste salarial de 5%, enquanto a categoria pede aumento de 8,17% para compensar a reposição da inflação.

Os professores estaduais estão em greve desde o dia 25 de abril e afeta mais de 1 milhão de alunos.

Antes da assembleia que decidiu pela manutenção da greve houve protestos em cerca de 30 cidades paranaenses. Em Curitiba foram cerca de 10 mil pessoas. Além dos professores os outros servidores estaduais ameçam entrar em greve nos próximos dias.

Na Assembleia Legislativa, onde a maioria tem votado com Richa, os deputados também dizem estar no limite e cresce a tendência de se aprovar uma emenda ao projeto do Executivo que concede o aumento reivindicado pelos professores, de 8%, mesmo que seja inconstitucional e atrapalhe as contas do Estado. "A CCJ diz que é inconstitucional, mas está surgindo uma outra visão", diz um governista, segundo reportagem do jornal Gazeta do Povo.

O governo tucano de Beto Richa está em uma condição completamente frágil. Ele não se sustenta mais sozinho. Uma greve geral do funcionalismo poderá ser a pá de cal definitiva. Porém Richa tem a proteção do capital financeiro do estado e dos meios de comunicação. Beto Richa, que venceu as eleições no primeiro turno, virou persona non grata no programa eleitoral do PSDB que passou na televisão na noite de terça. Jogar bomba de gás em professores, receber propina como contribuição de campanha e enfrentar uma greve há quase um mês, não pegou bem.

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