domingo, 7 de junho de 2015

Ao estilo Sartori oficial da Brigada recomenda chamar Batman

E primeiro o Sartorão mandou os professores buscarem o piso no Tumelero, agora um oficial da Brigada recomenda chamar o Batman. Parece que o estilo de contar piada, implementado pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) em sua gestão à frente do Palácio Piratini está se espalhando pelos seus subalternos.

O caso em questão aconteceu em uma troca de mensagens em um grupo de WhatsApp onde participam policias e jornalistas. Uma jornalista enviou uma mensagem fazendo um alerta ao policiais do 9º Batalhão de Porto Alegre que é responsável pela segurança na Redenção onde estava acontecendo um evento chamado de Serenata Luminosa. A mensagem falava que havia umas quatro ou cinco pessoas escondidas no meio das árvores e que já havia presenciado dois assaltos.

Como resposta o Tenente Coronel Francisco Vieira, comandante do 9º Batalhão respondeu:

"Quem frequenta esse tipo de evento não quer a BM perto. Agora aguentem! Chamem o Batman!"

Isso não é o pior.

Um usuário com o nome "P2 9pm" coloca vários ícones de aplauso.

E Vieira emenda: "ou o Super-homem"

outra usuária aplaude o brigadiano piadista.

Uma jornalista questiona o oficial: "Quer dizer que a BM só atua onde quer?"

E ele responde: "Manda ligar no 190. O evento nem tem permissão, ou seja, fazem já não querendo a BM".

Pausa para a reflexão. Talvez o comandante do batalhão tenha esquecido que faz 27 anos que não precisa mais pedir permissão para a polícia para reunir pessoas num evento. 

Depois de mais algumas mensagens surge a outra pérola do comandante:

"Gente de bem está em casa agora"

Pronto, sai o piadista e entra o fascista.

Na opinião de um comandante de batalhão da Brigada Militar, a polícia deve atender as ocorrência que quiser, as pessoas devem pedir autorização para ele para fazer um evento e, obviamente 11 horas da noite todo mundo em casa como se houvesse toque de recolher.

Em qualquer governo de um país civilizado esse policial perderia seu posto. Não estamos falando de um soldado, cabo ou sargento que tem que viver em constante confronto nas ruas. Estamos falando aqui de um oficial em topo de carreira, onde o Estado investiu quantias enormes de dinheiro em sua formação e ele trata o cidadão com desdém e ironia. Lamentável.







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