quinta-feira, 18 de junho de 2015

A raízes do ódio

O instituto de pesquisa de opinião Vox Populi resolveu lançar uma luz sobre a intolerância, preconceito e ódio que tomaram conta do cotidiano político.

Uma pesquisa pediu aos entrevistados que dissessem se:

  • detestavam o PT
  • não gostavam do PT, mas sem detestá-lo
  • eram indiferentes ao partido
  • gostavam do PT, sem se sentir petistas
  • sentiam-se petistas


Os resultados foram muito diferentes do que a quele que é propagado pela mídia ou amplificado pelas redes sociais.

Há mais ou menos a mesma proporção (1/3) de "petistas", "antipetistas" e "indiferentes". Esse índice se mantêm inalterado nas últimas duas décadas.

Quando se vai mais fundo nos dados se percebe que são apenas 12% que "detestam o PT". O número não é pequeno, mas está longe de ser um desejo majoritário pela extinção do partido.

Quanto se estratifica melhor os dados conseguimos perceber o perfil do ódio. Ele é maior no Sul (17%) do que no Nordeste (8%). É maior nas capitais (17%) do que no interior (4%). É maior em quem ganha mais de 5 salários mínimos (20%) do quem entre quem ganha menos de dois salários (6%). Fica claro então que o cidadão que odeia o PT é majoritariamente da região sul, das capitais e ganham mais de 5 salários mínimos.

Há uma clara identificação socioeconômica.

Erra a oposição ao fincar sua bandeira na minoria visceralmente antipetista. Querer representá-la pode até ser legítimo, mas é burro, se o projeto for vencer eleições majoritárias.

Erra o petismo ao se amedrontar e supor ter de enfrentar a imaginária maioria do antipetismo radical. Só um desinformado ignora os problemas atuais da legenda. Mas superestimá-los é um equívoco igualmente grave.

 
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