quarta-feira, 15 de julho de 2015

Deputados aprovam orçamento que congela investimentos e salários dos servidores

Com 7 horas de duração a sessão da Assembleia Legislativa aprovou o texto da lei de diretrizes orçamentárias, encaminhada pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) que congela os salários dos servidores públicos e os investimentos públicos. 

A proposta aprovada por 31 a 19 votos prevê um crescimento de 3% da folha de pagamento, ou seja, apenas o chamado crescimento vegetativo. Isso também deverá impedir a nomeação dos servidores já aprovados em concurso e a realização de novos concursos. 

Essas restrições atingem principalmente a segurança pública onde há 2.500 policiais militares, civis e bombeiros aprovados em concurso no ano passado aguardando serem chamados. Há também um crescente deficit de professores que não será reposto. 

O clima foi tenso e tumultuado durante boa parte da discussão. O acesso às galerias foi limitado e uma grande quantidade de servidores públicos ficaram do lado de fora do plenário. Houve momentos de empurra-empurra e muito xingamento. 

Enquanto o público esteve presente somente os deputados oposicionistas fizeram uso da palavra. Toda a bancada de apoio ao governo Sartori falaram apenas quando, devido ao cansaço, os servidores já haviam saído. 

A oposição apresentou 31 emendas, todas rejeitadas. O governo Sartori afirma que esse é um orçamento "realista". O realista de Sartori significa que os hospitais ficarão com os cortes de repasses de recursos, que os servidores públicos não receberão aumento e não haverá novas contratações. Perdem a segurança, educação e saúde. 

Quem ganha? Ninguém! A não ser os interessados em comprar as empresas estatais que serão vendidas para pagar o "deficit orçamentário". Esse modelo de gestão já foi aplicado pelo governo Britto e, apesar de vender boa parte do patrimônio público, não resolveu o problema das finanças do estado. 

O quadro é de falta de investimentos e de uma inevitável greve, que pode ser geral, do funcionalismo público. 

Em seis meses Sartori levou o Rio Grande do Sul para o caos e a paralisia. 

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