quinta-feira, 23 de julho de 2015

O Rio Grande não quis olhar para o retrovisor! Agora tome tarifaço

Durante a campanha eleitoral José Ivo Sartori (PMDB) então candidato, mas sem um programa de governo falava que ele não olhava "pelo espelho retrovisor" para enxergar os problemas do passado e sim olhava para frente, para o futuro do Rio Grande do Sul.

Pois é exatamente usando os mesmos métodos do passado que o agora governador quer resolver os problemas da crise econômica do estado. Uma crise que ele está agravando com os constantes cortes de pagamentos de fornecedores, repasses para hospitais, educação e segurança.

O clima de terra arrasada espalhada pelo governo do estado, que obtêm coro na grande imprensa, pavimenta um caminho que irá levar aos aumentos de impostos.  Sartori nega (mas ele nunca diz nada mesmo). Seu vice confirma e a porta voz do Palácio Piratini, jornalista Rosane Oliveira divulga. O governo do Estado deverá mandar um projeto que aumenta as alíquotas de ICMS ainda em agosto.

Será o maior aumento de impostos do estado desde o governo Britto. O projeto irá propor:


  • Elevação da alíquota básica do ICMS de 17% para 18% (uma das mais altas do país);



  • Aumento da alíquota de 25% para 30% na gasolina, álcool, telecomunicações, energia elétrica comercial e residencial.



  • Criação de um fundo de combate à pobreza com o aumento de um adicional de 2 pontos percentuais no ICMS do fumo, TV por assinatura e bebidas. 


Além disso o Piratini prepara um pacote de empresas que irão para privatização. Antes disso elas precisarão ser aprovadas por plebiscito o que poderia acontecer em 2016. Fora o Banrisul, Corsan ou talvez a Procergs, nenhuma empresa estatal gaúcha teria muito interesse no modelo de privatização, já que o modelo só servia para as empresas que operam estruturas fins (telefonia, mineração, bancos). No final das contas as empresas seriam fechadas e o estado perderia os serviços sem receber nada.

Sartori rasgará com isso uma das poucas páginas de seu programa de governo. Ele falou taxativamente que só aumentaria impostos se a população pedisse.

Como ninguém pediu e ele irá aumentar Sartori mentiu para a população. Ao não olhar para trás, o eleitor gaúcho foi enganado por um arremedo de candidato. Disfarçado por um marqueteiro, escondia, atrás de sí, anos e anos de governos que venderam o patrimônio público e cortaram serviços públicos. Estamos vendo uma reedição dos governos Britto e Rigotto (PMDB) e Yeda (PSDB) só que com sotaque gringo.

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