quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Herói dos manifestantes anti-Dilma, Eduardo Cunha é denunciado pelo STF por corrupção e lavagem de dinheiro

São 85 páginas que embasam a denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra o atual presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Recheado de provas o documento foi entregue ao STF que deve decidir se aceita a denúncia, e com isso Cunha virá réu, ou se arquiva.

Na investigação realizada pela PGR, já que Cunha tem foro privilegiado, teria ficado provado que ele teria recebido, pelo menos, US$ 5 milhões em propinas para  a viabilização a contratação de dois navios sondas para Petrobras. Segundo a delação premiada de Julio Camargo, a empresa teria pago pelo menos US$ 40 milhões em propina.

Eduardo Cunha virou o herói dos manifestantes que foram às ruas no último domingo. Como ele era o único que tinha vontade, e/ou oportunidade para colocar o impeachment em votação recebeu milhares de citações de apoio. A contradição, evidente, é que, supostamente, os manifestantes eram contra a corrupção e seu herói é o primeiro político corrupto acusado pela Lava Jato.

O achacamento que Cunha fazia contra as empresas fornecedoras da Petrobras era tão grande que ele chegou a instruir um deputada a fazer um requerimento, na Câmara dos Deputados, contra uma empresa que não queria pagar propina.

Outra coisa que chama atenção é que foram descobertas, pelo menos, 60 transferências ilegais, a maior parte usava contas da Assembleia de Deus.

Cunha diz que não deixará a presidência da Câmara dos Deputados e ainda promete retaliação contra o governo. Qual a moral de um político denunciado por corrupção querer cassar o mandato de um outro que não é nem investigado?

Não tem nenhuma moral e nenhuma lógica, bem parecido com o pensamento dos que foram às ruas domingo.

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