terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sartori conseguiu: Assembleia Unificada Histórica dos Servidores Estaduais

Cerca de 30 mil funcionários públicos estaduais e mais de 40 sindicatos participaram da Assembleia ocorrida nesta terça (18/08) em Porto Alegre. Os servidores bradaram contra as medidas tomadas por Sartori em seus parcos oito meses de governo.

Antes da Assembleia Unificada, pela manhã, os professores lotaram o Gigantinho. Diversas outras Assembleias de servidores também compareceram em público recorde. Milhares de pessoas se deslocaram do interior para a Capital para participar do ato.

O Largo Glênio Peres, durante a tarde mostrou todo o poder de união da classe trabalhadora. Algo jamais visto no Estado: servidores do Poder Executivo, do Poder Judiciário, das Fundações e Empresas Públicas unidos em uma só voz.

Ao final, o funcionalismo aprovou greve de três dias em todo o Estado, que começa nesta quarta-feira (19/08).

Pra quem pensa que não é muita gente e que o funcionalismo não é uma peça importante do desenvolvimento do Estado, imagine todas essas categorias reunidas: policiais civis, brigadianos, policiais rodoviários, professores, técnicos, secretários, servidores da saúde, servidores do judiciário, Ministério Público e Defensoria, funcionários do Detran, das Fundações e Empresas Públicas...

As manifestações vão muito além da contrariedade ao parcelamento de salários. Os servidores foram às ruas para contestar o sucateamento do serviço público, as péssimas condições de trabalho, a falta de repasse de verbas para os diversos órgãos do Poder Executivo e para dizer não às privatizações propostas pelo governo do PMDB.

O Governador tenta levar o Estado ao caos a fim de justificar suas medidas privatistas e o aumento da carga tributária.

Faz isso a duras custas, não só dos servidores, como também do futuro do Estado. As propostas de venda de Fundações e do patrimônio Estatal são meros protelamentos e implementam o Estado mínimo defendido por Sartori e seus aliados. Como se a venda do patrimônio fosse tirar o Estado do sufoco. É vender os móveis da casa para pagar o aluguel.

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