quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Youssef confirma para CPI que Aécio recebeu dinheiro de propina em Furnas


Essa é a grande afirmação que foi feita durante a acareção entre Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa no dia de hoje (25) na CPI da Petrobras. Os dois são delatores da Operação Lava Jato.

Youssef foi firme ao afirmar que havia pagamento de propinas em uma diretoria de Furnas que era dividida entre o PP e o PSDB e que a propina era direcionada para Aécio Neves (PSDB) através de sua irmã.

Mas não vai ser isso que você está lendo nos portais de notícias e o que deve sair nos jornais amanhã. Os meios de comunicação resolvem mais uma vez jogar fora a objetividade e trabalhar a contradição entre os delatores como uma grande certeza.

Youssef disse a CPI que tinha "uma percepção" que agentes políticos no Palácio do Planalto sabiam das operações irregulares. Perguntado pelo deputado João Gualberto (PSDB/BA) sobre quem sabia disso no Planalto, Youssef disse que não podia afirmar que era o Lula. Paulo Costa diz a mesma coisa: "eu nunca conversei com ela [Dilma] nem com Lula sobre esse tipo de coisa na Petrobras e não posso dizer que ela sabia", disse Costa.

Outra contradição entre os delatores é sobre supostas doações para a campanha da presidenta Dilma. Paulo Costa disse que Palocci pediu R$ 2 milhões de contribuições de campanha e que o dinheiro seria repassado por Youssef. O doleiro, por sua vez, disse que não conhece Palocci, nem o assessor dele, nem o irmão e que não fez nenhum repasse pra campanha.

Mas os dois concordaram em uma coisa. Houve um pagamento de R$ 10 milhões para o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB), morto em 2014, para abafar a CPI da Petrobras em 2009.

Youssef foi mais longe ainda. Ele acusou o deputado Celso Pansera (PMDB/RJ) de estar intimidando testemunhas e investigados que vem depor na CPI da Petrobras. Youssef ao responder uma pergunta se havia alguém o intimidando respondeu "sim, e ele está aqui e não está aqui para investigar, mas para fazer intimidações", nisso ele foi interrompido por Pansera que quis saber quem era. "É o senhor", disse o doleiro.

Pansera é um dos membros da tropa da choque do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e suas ações teriam levado a advogada Catta Preta, que representava vários delatores, renunciar as defesas e sair do país.

Mais uma vez, de concreto, a CPI da Petrobras não produziu nada. Seus resultados estão abaixo dos da Polícia Federal, mas tem custado milhões de reais aos cofres públicos.

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